07 de Março de 2026

Pancreatite: médica alerta para uso indiscriminado de canetas emagrecedoras


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A profissional destaca que essas cópias podem conter substâncias não autorizadas ou até tóxicas, além de concentrações erradas. “O paciente que compra um produto sem procedência corre o risco de sofrer reações imprevisíveis, ineficácia total do tratamento e, em casos extremos, o óbito”, afirma. 

Além da pancreatite, a formação de pedras na vesícula apresentou aumento, mas estudos apontam que a incidência não está relacionada ao remédio, mas sim ao próprio processo de emagrecimento. “Quando uma pessoa emagrece - principalmente de forma mais rápida - há aumento da taxa de formação de cálculos na vesícula. Isso já é conhecido na medicina há décadas e acontece independentemente do método utilizado para emagrecer”, explica.

O uso indiscriminado e sem o devido acompanhamento médico tem se tornado um problema de saúde público e, segundo a médica, pode originar um efeito cascata. Isso porque, além de sobrecarregar o sistema de saúde com casos evitáveis, pode ocasionar a escassez dos produtos para quem utiliza para fins de saúde, como pacientes de diabetes e obesidade. 

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Além da subnotificação dos efeitos, é comum que o paciente que não tenha acompanhamento médico utilize doses altas demais e continue o medicamento mesmo em casos de riscos. “Um ponto importante e pouco lembrado é o impacto na contracepção, há aumento do risco de falha da pílula anticoncepcional e, consequentemente, de gestação não planejada”, ressalta a médica. A perda de massa muscular também é um fator de risco. 

O levantamento da Anvisa mostrou suspeitas relacionadas a quatro princípios ativos. A semaglutida, utilizada no Ozempic, liraglutida, no Saxenda, dulaglutida, comercializada como Trulicity, e a tirzepatida, princípio do Mounjaro. A Agência destaca ainda que os casos correspondem a relatos ainda não comprovados.

Fonte: correiobraziliense

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