07 de Março de 2026

Vítimas do pedófilo Jeffrey Epstein celebram detenção de Andrew


Ashley Ford Rubright tinha 15 anos quando foi abusada sexualmente por Jeffrey Epstein. "Só estive com ele por duas vezes — na segunda, o abuso se intensificou. Eu sabia que não poderia retornar ou as coisas ficariam piores. Sarah Kellen e o próprio Jeffrey ligaram várias vezes ao longo de um mês para me convencer a voltar ou a levar outra garota", contou ao Correio. Depois de inventar que estava grávida, a aliciadora e o traficante sexual a deixaram em paz. Com a detenção de Andrew, ela espera responsabilização de integrantes da rede do pedófilo. "Estou extremamente feliz em ouvir sobre a prisão. Acordei com essa notícia maravilhosa. Eu acredito sem dúvida alguma, que Andrew participou dos abusos e do tráfico de garotas. Mas, sigo muito decepcionada com os Estados Unidos, pelo ativo e contínuo acobertamento do caso", desabafou.

A brasileira Marina Lacerda, 37 anos, foi aliciada e abusada sexualmente por Epstein dos 14 aos 17. "Acho que a detenção de Andrew é um passo em direção a muito mais punição por crimes. O Reino Unido tem demonstrado algo que falta aos EUA: a responsabilização. Temos que solicitar a outros países para que também tomem providências em relação às acusações presentes nos arquivos Epstein", afirmou ao Correio. "Todos nós podemos ver, nos documentos e no depoimento de Virginia Giuffre, o envolvimento de Andrew nos abusos. Ele está sob investigação em relação a uma outra vítima." Apesar de nunca ter se encontrado com o ex-príncipe, ela relatou que viu fotografias de Andrew na mansão de Epstein.

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Marina Lacerda, brasileira, sofreu abusos dos 14 aos 17 anos
Marina Lacerda, brasileira, sofreu abusos dos 14 aos 17 anos (foto: Arquivo pessoal)
 

Lacerda aposta que a detenção e as buscas nas propriedades de Andrew possibilitarão a coleta de mais informações. "Ele será interrogado e espero que outros abusadores sejam descobertos. Talvez tenhamos a responsabilização aqui, nos Estados Unidos. É muito constrangedor dizer que os Estados Unidos são uma nação onde acreditamos que a Justiça deveria ser feita, e ela realmente está em falta agora."

Em comunicado à imprensa, Maria Farmer — a primeira vítima conhecida dos abusos de Epstein — declarou que "este é o começo da responsabilização e da justiça trazidas à tona por Virginia Roberts Giuffre, uma jovem mãe que adorava tanto sua filha que lutou contra os mais poderosos da Terra para protegê-la". "Agora, vamos exigir que todas as peças do dominó do poder e da corrupção comecem a cair", escreveu. Giuffre, uma advogada norte-americana, denunciou Andrews pela participação nos abusos sexuais e cometeu suicídio em 25 de abril de 2025.

Andrew (E) com Virginia Giuffre (C), garota que teria sido cedida por Epstein ao príncipe, em foto tirada na ilha do financista
Andrew (E) com Virginia Giuffre (C), garota que teria sido cedida por Epstein ao príncipe, em foto tirada na ilha do financista (foto: US District Court/Southern District of New York/AFP)

A família de Virginia divulgou nota na qual se diz "aliviada". "Ninguém está acima da lei, nem mesmo a realeza. Ele (Andrew) nunca foi um príncipe." Há duas semanas, outra mulher afirmou que Epstein a enviou à Inglaterra, em 2010, para manter relações sexuais com o filho caçula da rainha Elizabeth II. 

Fonte: correiobraziliense

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