07 de Março de 2026

Setor de combustíveis responde por 25% do ICMS estadual, aponta estudo


No total, o setor gerou R$ 210 bilhões em tributos em 2024, sendo R$ 152 bilhões apenas em ICMS — o que o coloca como um dos maiores sustentáculos das finanças estaduais no país. No mercado de trabalho, o setor também deixa marca expressiva. O comércio de combustíveis empregou 425 mil trabalhadores formais em 2024, enquanto o segmento de lubrificantes respondeu por outros 22 mil postos de trabalho, totalizando 447 mil empregos formais. A massa salarial combinada chegou a R$ 18,6 bilhões, com impacto direto sobre a renda e o consumo das famílias brasileiras.

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Os combustíveis líquidos e biocombustíveis representam 45% da matriz energética nacional e são responsáveis pelo transporte de 65% das cargas e 95% dos passageiros movimentados no Brasil, o que torna o setor indispensável para o funcionamento cotidiano do país.

O estudo traz um dado que evidencia o peso macroeconômico do setor: estimativas do Banco Central e da FGV indicam que uma interrupção de apenas nove dias no abastecimento poderia provocar perdas entre 0,5% e 0,7% do PIB — algo em torno de R$ 9,1 bilhões por dia. O número coloca em perspectiva o que significaria uma crise energética do tipo para a economia brasileira.

O setor também investe de forma crescente em pesquisa, desenvolvimento e descarbonização. Em 2024, empresas da cadeia de petróleo destinaram R$ 4,2 bilhões a P&D e inovação, dos quais R$ 1,2 bilhão foi voltado à modernização logística e de infraestrutura. Entre os projetos em andamento estão R$ 280 milhões em terminais multimodais, R$ 394 milhões em contratos de transporte dutoviário de etanol até 2029 e R$ 190 milhões na ampliação de bases de distribuição.

Na frente ambiental, as distribuidoras apostam no etanol de segunda geração (E2G) — tecnologia capaz de ampliar a produção em até 50% sem expansão das áreas cultivadas — e no diesel R5, que incorpora 5% adicional de diesel verde e pode reduzir até uma tonelada de CO2 a cada 8,7 mil litros consumidos.

No segmento de lubrificantes, o Brasil ocupa a quinta posição no ranking global e é referência em economia circular. Em 2025, foram recolhidos cerca de 634 milhões de litros de óleos lubrificantes usados em mais de 4.500 municípios. O rerrefino já responde por 20% da oferta nacional de óleos básicos, reduzindo a dependência de importações.

"Estamos falando de um setor que garante a mobilidade de pessoas e mercadorias em todo o território nacional, gera emprego e renda, sustenta uma parcela relevante da arrecadação dos estados, investe de forma consistente em inovação e logística e avança de maneira concreta na transição energética", afirmou Mozart Rodrigues, diretor executivo da entidade.

Fonte: correiobraziliense

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