O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, amanhã (3/3), o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2025. As previsões de analistas ouvidos pelo Correio indicam leve estabilidade na margem — em relação aos três meses anteriores —, com a taxa variando de -0,1% até alta de 0,2%, e, as apostas para o acumulado do ano, oscilam entre 2,2% a 2,3%, abaixo do resultado do PIB de 2024, que avançou 3,4%, confirmando o processo de desaceleração da atividade, que está em curso.
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Especialistas reconhecem ainda que um dado preocupante é o fato de os gastos elevados do governo seguem crescendo sem medidas efetivas no controle de gastos, tanto do Executivo quanto do Legislativo e do Judiciário, que acentuam o descompasso para o equilíbrio das contas públicas. Uma dessas despesas sem receita recorrente é o Bolsa Família, um dos melhores programas sociais do país, mas que sofreu um aumento expressivo em 2023, ultrapassando 1% do PIB, contando apenas com o aumento de receita para ser coberto, sem que cortes de gastos fossem feitos para equilibrar o Orçamento. Neste ano, essa fatura supera R$ 158 bilhões – 4,5 vezes o valor anual anterior, de R$ 35 bilhões.
Na avaliação das economistas Alessandra Ribeiro e Silvia Matos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ajudou muito o Brasil em 2025 e continua ajudando neste ano, pois suas medidas de proteção tarifária e ameaças de novas guerras no Oriente Médio, como o ataque recente ao Irã, deixaram o dólar mais fraco frente às moedas de países emergentes, o que contribui para diminuir as pressões inflacionárias no Brasil. A fuga do capital estrangeiro para outros mercados deu impulso recorde na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), que não para de bater recordes e acumula alta de 17% desde janeiro e chegou a ultrapassar os 190 mil pontos neste ano – superando as previsões de 180 mil pontos para o fim deste ano.
“Donald Trump ajudou muito o presidente Lula, tanto que as exportações seguiram crescendo mesmo com o tarifaço, além do dólar em queda e da Bolsa de Valores brasileira batendo recordes”, destacou Ribeiro. “Desde o ano passado, Trump está ajudando os países emergentes, de forma geral, com suas decisões intempestivas”, emenda Matos.
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Fonte: correiobraziliense
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