09 de Março de 2026

Maílson da Nóbrega: 'Fim da jornada 6X1 é inflação na veia'


As eleições presidenciais de 2026 caminham para a polarização e correm o risco de deixar de lado um debate crucial para que o Brasil não continue preso na armadilha da renda média baixa, sem uma agenda voltada para a produtividade, segundo o economista e ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega. Ele não poupa críticas ao avanço da proposta de fim da escala 6x1.

“Essa medida é irresponsável, sem uma avaliação adequada de suas consequências”, afirma, em entrevista ao Correio. Segundo ele, como a produtividade do país está estagnada, reduzir a escala agora, em pleno ano eleitoral, será um tiro no pé, uma vez que a finalidade da proposta é eleitoreira e trabalhadores e empresas sofrerão as consequências.

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“Ninguém pode ser contra a redução da jornada de trabalho, desde que ela seja promovida como consequência de ganhos de produtividade. Não é o caso brasileiro”, explica. “Redução da jornada de trabalho na presença de produtividade estagnada é custo e inflação na veia”, frisa.

Em seu novo livro, O Brasil ainda pode ser um país rico? – O desafio da produtividade, lançado no mês passado pela editora Matrix, o ex-ministro detalha a trajetória percorrida por vários países ricos desde a Antiguidade até chegar ao debate atual sobre o aumento da produtividade como caminho para que um país se torne rico. “Todos os países que se tornaram ricos o fizeram com ganhos expressivos de produtividade”, afirma.

O ex-ministro também critica o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por “se conformar” com o crescimento baixo do Produto Interno Bruto (PIB), de 2,3% em 2025, e por não se preocupar com a questão fiscal, que poderá gerar uma crise grave em 2027. Ao mesmo tempo, diz ser otimista de que ainda há tempo de o país corrigir a rota, especialmente se melhorar a qualidade da educação e retomar a agenda de privatizações. A seguir, os principais trechos da entrevista:

Fonte: correiobraziliense

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