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Brasil tenta voltar à lista de produtos de origem animal importados pela UE - Social Marília
14 de Maio de 2026

Brasil tenta voltar à lista de produtos de origem animal importados pela UE


O Brasil terá 15 dias para responder a um questionário da União Europeia (UE), contendo informações adicionais sobre questões sanitárias envolvendo a exportação de produtos de origem animal, após o bloco ter retirado o país da lista de fornecedores de produtos animais a partir de 3 de setembro. As respostas brasileiras serão cruciais para evitar a suspensão das importações de carne pela UE.

"Estamos confiantes nessa questão com a União Europeia. Já teve uma reunião hoje cedo entre o embaixador Pedro da Costa e Silva, que é o nosso representante na Comissão Europeia. Em 15 dias os esclarecimentos vão ser dados, com todas as informações técnicas", comentou o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), no Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abdamilho), em Brasília.

A reunião à qual Alckmin se referiu ocorreu em Bruxelas, na Bélgica, na sede da União Europeia. No encontro, Pedro da Costa e Silva discutiu com autoridades europeias o teor de um documento divulgado na última terça-feira, que listava os países — com o Brasil de fora — autorizados a exportar carne para o bloco, dentro das novas regras de controle do uso de antibióticos na pecuária. 

De acordo com o comunicado feito pela UE, o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre o controle do uso de antimicrobianos na produção e exportação de carnes. Além da carne brasileira, a proibição aponta que produtos como ovos, peixes e animais vivos destinados à alimentação poderão deixar de entrar no mercado europeu.

A lista foi validada pelos Estados-membros do bloco europeu e autorizas a entrada de produtos originados em países como Argentina, Colômbia e México, considerados em conformidade com as exigências sanitárias do bloco. 

Presente no congresso da Abdamilho, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, pontuou que o Brasil vai tomar as medidas necessárias para se adequar às normas do bloco. Segundo ele, a reunião entre o embaixador brasileiro e os representantes da UE abrangeu questões sanitárias da produção da carne brasileira exportada ao bloco europeu.

"O embaixador do Brasil na União Europeia esteve numa reunião importante, na primeira reunião com a autoridade sanitária da União Europeia, a DG Sante. E lá, foram dados alguns pontos, ainda incipientes: primeiro, de que nós vamos seguir tendo reuniões muito importantes; que nós vamos ter mais clareza sobre o que aconteceu; de que nós vamos tomar todas as medidas que o governo brasileiro e o setor privado precisarem de tomar para nos adequarmos a essas exigências", garantiu o ministro da Agricultura e Pecuária.

Após a reunião na União Europeia, em Bruxelas, o embaixador brasileiro afirmou que opositores do acordo entre Mercosul e UE disseminaram informações falsas e sem fundamentos sobre a questão sanitária na produção de carne brasileira.

"O debate sobre este acordo nem sempre foi equilibrado. Algumas pessoas querem aplicar um parâmetro único ao Mercosul e pedir para nos envolvermos em um ciclo interminável de negociações", comentou o diplomata brasileiro, segundo informações do site EuroNews.

A publicação do documento que exclui o Brasil da lista de países que, segundo a UE, oferecem condições sanitárias à exportação de carne e outros produtos à União Europeia ocorreu cerca de duas semanas após a vigência provisória do acordo de livre-comércio entre o Mercosul e o bloco europeu.

Na avaliação do economista do Banco ABC Brasil Francisco Lima Filho, a decisão de cortar a importação de carnes brasileiras a partir de setembro não deve gerar impactos comerciais imediatos ao agronegócio nacional.

"As exportações continuam normais até a entrada em vigor da medida, agendada para 3 de setembro. Atualmente, o bloco foi o quarto maior destino da carne bovina brasileira, sendo destino de cerca de 5% das exportações brasileiras de carne bovina, o que equivale a menos de US$ 2 bilhões anuais", comentou o especialista.

Lima Filho acrescentou que, caso o bloqueio de fato entre em vigor, a expectativa é que o setor redirecione o "excedente de carne e derivados para outros países e bloco econômicos".

"Por enquanto, o principal vetor de pressão sobre os preços dos alimentos em 2026 será o conflito no Oriente Médio e seus respectivos desdobramentos no mercado de fertilizantes", finalizou.

 


Fonte: correiobraziliense

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