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Entre as condições oferecidas estão descontos que podem chegar a 90%, juros limitados a 1,99% ao mês, parcelamento em até 48 meses e, em alguns casos, a possibilidade de uso de até 20% do saldo do FGTS para quitar parte ou a totalidade da dívida.
O programa surge em um cenário de alta inadimplência no país. Dados do Mapa da Inadimplência da Serasa indicam que o Brasil alcançou 81,7 milhões de inadimplentes em fevereiro de 2026, o maior número da série histórica.
Para o planejador financeiro CFP e sócio da iHUB Investimentos Lucas Sharau, a iniciativa pode ser uma alternativa relevante, sobretudo para quem enfrenta dívidas com juros elevados. “O lado positivo é claro: para quem está preso em dívidas caras, o programa pode transformar uma situação praticamente impagável em um compromisso organizado, com parcela previsível e custo menor”, afirma.
Outro ponto de atenção é o foco excessivo no percentual de desconto. Muitas dívidas acumulam juros, multas e encargos ao longo do tempo, elevando o valor total. Com isso, abatimentos elevados podem incidir sobre montantes inflados, o que exige análise cuidadosa por parte do consumidor antes da adesão.
Além disso, prazos longos de pagamento podem comprometer a renda por anos. Embora reduzam o valor mensal das parcelas, aumentam o tempo de comprometimento financeiro. “Pode ocorrer um desconto na parcela, mas o número de prestações pode aumentar drasticamente”, alerta Sharau.
O uso do FGTS, autorizado em até 20% do saldo, também deve ser avaliado com cautela. O recurso funciona como uma reserva em situações emergenciais, como desemprego ou perda de renda, e sua utilização pode reduzir a proteção financeira futura do trabalhador.
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