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Entenda o plano de contingência do Brasil contra o Ebola após duas suspeitas em São Paulo e no Rio de Janeiro - Social Marília
31 de Maio de 2026

Entenda o plano de contingência do Brasil contra o Ebola após duas suspeitas em São Paulo e no Rio de Janeiro


O Ministério da Saúde ativou o Plano de Contigência Nacional para Febres Hemorrágicas Virais na tentativa manter a crise do Ebola afastada do Brasil. Neste sábado (30/5), as prefeituras de São Paulo e do Rio de Janeiro informaram que investigam casos suspeitos da doença.

Embora o país nunca tenha registrado um caso da doença, o governo acendeu o alerta em razão do surto que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) já atinge dez países da África Subsaariana.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 27 de maio foram notificados na República Democrática do Congo um total de 906 casos suspeitos e 223 mortes entre os casos suspeitos. São 134 casos confirmados — incluindo nove em Uganda —, com 18 mortes entre os casos confirmados.

O plano do Ministério da Saúde prevê a intensificação da vigilância sobre pessoas que viajaram a países como a República Democrática do Congo, com o objetivo de identificar casos suspeitos, isolar pacientes e monitorar suas redes de contato.

O plano prevê que, para casos suspeitos, mesmo mediante um teste negativo, uma segunda coleta de amostra de sangue de ver ser realizada 48 horas após a primeira, para nova análise.

O documento, cuja última edição data de 2024, não prevê o fechamento de fronteiras nem restrições a viagens ou ao comércio. O Brasil não tem voos diretos à região afetada pelo surto, o que tende a reduzir a circulação de pessoas infectadas e a possibilidade de contágio.

A declaração da OMS de uma emergência de saúde pública de interesse internacional não significa que estamos nos estágios iniciais de uma pandemia ao estilo Covid. O risco que o Ebola representa fora da África Oriental, segundo especialistas em saúde pública, é mínimo.

O surto vitimou três voluntários brasileiros da Cruz Vermelha, mas apresenta baixo risco de transmissão no Brasil, segundo as autoridades.

Ebola é uma doença rara, mas mortal, causada por um vírus. Ele infecta animais (geralmente morcegos frugívoros), mas surtos entre humanos podem surgir quando se come ou se manuseia animais infectados.

Os sintomas levam de dois a 21 dias para aparecer e começam como se fosse uma gripe, com febre, dor de cabeça e cansaço. Depois, surgem vómitos e diarreia, podendo levar à falência de órgãos. Alguns pacientes desenvolvem hemorragias internas e externas.

O vírus se espalha de uma pessoa para outra pelo contato com fluidos corporais infectados, como sangue ou vômito.

Esse surto é causado pela espécie Bundibugyo de Ebola, que não era vista há mais de uma década e causou apenas dois surtos anteriores, quando matou cerca de um terço dos infectados.

Essa espécie está causando desafios. Exames de sangue iniciais em pacientes com suspeita de infecção tiveram resultados negativos, pois os testes só funcionam com as cepas mais comuns.

Não há vacina aprovada para o Bundibugyo, mas versões experimentais estão em desenvolvimento. É possível que uma vacina para outra espécie do vírus, chamada Zaire, ofereça alguma proteção.

Também não há medicamentos desenvolvidos que tenham como alvo o Bundibugyo, tornando o tratamento mais difícil.

Uma complicação adicional é que o surto está ocorrendo em uma zona de conflito, com cerca de 250 mil pessoas deslocadas de suas casas e uma travessia frequente de fronteiras.

Fonte: correiobraziliense

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