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Dois casos suspeitos de ebola no Brasil seguem em investigação - Social Marília
03 de Junho de 2026

Dois casos suspeitos de ebola no Brasil seguem em investigação


Dois casos suspeitos de ebola no Brasil estão sob investigação de autoridades sanitárias em São Paulo e no Rio de Janeiro. Tratam-se de pacientes que estiveram em países africanos recentemente e deram entrada com sintomas compatíveis com a doença.

Os pacientes tiveram, nesse sábado (30), resultados positivos para outras doenças. Um dos pacientes é um homem de 37 anos, que esteve na República Democrática do Congo, país que enfrenta um surto da doença desde o início de maio. Ele testou positivo para meningite.

Antes de ser transferido para o Instituto Emílio Ribas, em São Paulo, o paciente foi atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), já bastante debilitado. Ele apresentou sintomas como diarreia, desorientação, febre e rápida piora clínica, sendo necessária a intubação.

No Rio de Janeiro, um viajante belga que está em isolamento na Fiocruz foi diagnosticado com malária. Segundo as autoridades, a possibilidade de ebola ainda não foi totalmente descartada.

Em nota enviada ao Correio, a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro informou que o paciente é proveniente de Uganda, país que também tem casos registrados de ebola. "O caso segue em investigação pela Secretaria Municipal de Saúde, em conjunto com a Secretaria de Estado de Saúde e Fiocruz, até que toda testagem e avaliações relevantes ao diagnóstico sejam concluídas. Pessoas que tiveram contato com o paciente também seguem em monitoramento preventivamente", diz o comunicado.

"Na manhã de domingo (30/5), foram concluídas análises negativas para ebola em amostras de saliva e urina, em análises conduzidas pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). O teste diagnóstico referente à amostra de sangue segue em procedimento", disse o órgão, em nota.

Segundo a avaliação técnica da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo (SES-SP), o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul permanece muito baixo. Entre as razões estão a ausência histórica da transmissão no continente sul-americano, a inexistência de voos diretos entre a RDC e a América do Sul e até mesmo a forma de transmissão da doença, que exige contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais e tecidos de pessoas infectadas e sintomáticas.

"Mesmo diante do baixo risco, a orientação é para que os serviços de saúde mantenham atenção a pessoas com febre e histórico de viagem, nos últimos 21 dias, para áreas com circulação do vírus. Também devem ser avaliados casos de contato direto com fluidos corporais de pessoas suspeitas ou confirmadas", diz o órgão.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a República Democrática do Congo confirmou um total de 906 casos suspeitos e 223 mortes suspeitas, que estão sob investigação. Ao todo já são 134 casos confirmados, sendo nove em Uganda, com 18 mortes entre os casos confirmados.

 

Fonte: correiobraziliense

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