03 de Junho de 2026

Ibovespa tem dia positivo, mesmo com tarifaço, e dólar recua para R$ 5


O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa/B3) registrou uma alta de 1,16%, nesta terça-feira (2/6), e encerrou o pregão aos 174.197 pontos. O movimento foi uma surpresa, já que logo pela manhã os Estados Unidos publicaram um documento que propõe uma nova tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, o que pode ser um retorno do “tarifaço” do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre o Brasil.

No entendimento do governo brasileiro, a medida foi vista como negativa, mas poderia ter sido pior, já que ela exclui itens como café, carne bovina, peças de aeronaves, terras raras e outros metais, que são mais dependentes do mercado norte-americano. Além disso, o Planalto viu como uma decisão política, já que o secretário de Estado, Marco Rubio, incluiu o Brasil entre os países “não-amigos dos interesses dos EUA”.

Com terras raras fora do tarifaço, as ações da Vale (VALE3) dispararam e terminaram a sessão com uma alta pujante de 4,04%. No mesmo sentido, as siderúrgicas também surfaram na onda positiva do setor, que foi beneficiado com a revisão das tarifas sobre o aço dos EUA. No final do pregão, os papeis da Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) subiram 8,85%, enquanto que Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4) avançaram 8,57% e 5,53%, respectivamente.

Por outro lado, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) foram no sentido contrário e encerraram o dia em baixa de 0,49%, apesar do petróleo ter se valorizado no dia. Já os bancos encerraram em alta, à exceção do Banco do Brasil (BBAS3), que perdeu 0,35%, após virar para queda no fim. Os papeis do Bradesco (BBDC4) avançaram 1,52%, ao passo que Itaú (ITUB4) subiu 0,51% e Santander (SANB11), 0,55%. No mercado cambial, o dólar comercial registrou queda de 0,27% no dia e terminou a sessão cotado a R$ 5,009.

O economista e professor da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto Luciano Nakabashi, acredita que houve até um certo alívio dos investidores que também consideraram a tarifa abaixo do esperado e já previam que os EUA poderiam impor essa medida.

“Provavelmente, os agentes econômicos acharam que 25% é um tanto razoável, já que estavam esperando algo mais forte do que isso e eles também acham que esse não será o valor final. Ainda terá negociação até, de fato, estabelecer qual será a tarifa e quais setores serão, de fato, afetados, ou não”, considera.

Já o analista e portfólio manager do Banco Sofisa, Rafael Pastorello, acredita que o momento ainda é de elevada incerteza, já que a relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos tem se caracterizado por uma dinâmica instável, alternando momentos de aproximação com episódios de tensão e divergência, como reforça o próprio especialista.

“Do ponto de vista analítico, os sinais mais recentes indicam a presença de diferenças estruturais relevantes entre os dois países, o que reduz a probabilidade de uma reversão rápida e integral da medida no curto prazo. Esse tipo de decisão envolve não apenas fatores econômicos, mas também elementos políticos e estratégicos”, comenta Pastorello.

Fonte: correiobraziliense

Participe do nosso grupo no whatsapp clicando nesse link

Participe do nosso canal no telegram clicando nesse link

Assine nossa newsletter
Publicidade - OTZAds

Utilizamos cookies próprios e de terceiros para o correto funcionamento e visualização do site pelo utilizador, bem como para a recolha de estatísticas sobre a sua utilização.