O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) divulgou nesta quarta-feira (3/6) os dados do comércio exterior no último mês de maio. De acordo com os números publicados pela pasta, o saldo da balança comercial foi positivo em US$ 7,8 bilhões. O resultado é maior do que o registrado no mesmo mês do ano anterior, quando chegou a US$ 7,1 bilhões.
Assim, a balança comercial teve um aumento de 10,8% nesta comparação. As exportações no período somaram US$ 31,9 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 24,1 bilhões. A corrente de comércio foi 6,1% superior a maio de 2024, com movimentação total de US$ 56 bilhões.
Em maio, as exportações no setor agropecuário superaram o resultado do mesmo mês do ano anterior. Nesta comparação, o avanço foi de 9,8%, com o último mês acumulando saldo de US$ 8,1 bilhões. O valor obtido com as vendas de soja registrou um aumento de 14,6%; já no caso do café, houve queda de 24,5%.
Também houve queda de 1,9% nas exportações da indústria extrativa, que recuaram para US$ 7 bilhões em valor total obtido nesse período. Já a indústria de transformação manteve a trajetória positiva, com crescimento de 9% na comparação com maio de 2025 e US$ 16,6 bilhões de saldo. O destaque foram as vendas de óleos combustíveis de petróleo, que avançaram 75,2% em relação ao período anterior.
As exportações para os Estados Unidos apresentaram queda de 14% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando o Brasil ainda não estava sob efeito de uma tarifa adicional própria. No acumulado do ano, o saldo também é negativo, com queda de 12,6% em relação aos cinco primeiros meses de 2025. Por outro lado, as vendas de produtos e serviços para a Ásia e Europa avançaram 13,6% e 8%, em maio, respectivamente.
No caso das importações, houve um crescimento de 24,2% na compra de produtos chineses, em maio. Por outro lado, o Brasil importou menos itens e serviços da União Europeia (6,9%), dos Estados Unidos (-11%) e de países do sudeste asiático, como Vietnã, Filipinas, Malásia e Tailândia (-1,6%).
As importações cresceram tanto no caso de combustíveis quanto de bens de consumo e de capital. No caso dos bens intermediários, houve um recrudescimento de 3,2% em relação a maio de 2025, passando de US$ 13,9 bilhões para US$ 13,4 bilhões nesse período.
No acumulado do ano, a balança comercial apresenta um resultado mais consistente que o registrado nos cinco primeiros meses de 2025. Na comparação entre os dois períodos, o avanço foi de 34,2%, com valor total obtido de US$ 32,7 bilhões. As exportações seguem maiores do que no ano passado, enquanto as importações mantiveram a trajetória de alta, com crescimento de 3,2%.
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