03 de Junho de 2026

Emagrecimento: método de 4 fases promete dar fim ao efeito sanfona


Manter o peso após o emagrecimento é um desafio para milhões de brasileiros. Dados do Vigitel 2024 indicam que 25,7% dos adultos vivem com obesidade e 62,6% têm excesso de peso no país. Em paralelo, a venda de medicamentos para perda de peso cresceu 78% nos últimos anos, passando de 4,1 milhões de unidades em 2021 para mais de 7,3 milhões em 2025.

Nesse cenário, o Emagrecentro desenvolveu o Método 4 Fases, um programa que busca auxiliar na perda e na manutenção dos resultados. Edson Ramuth, médico e fundador da rede, explica que a estratégia nasceu da dificuldade que muitos pacientes encontravam para evitar o reganho de peso.

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A metodologia foi avaliada em um estudo publicado na revista científica internacional Healthcare. A pesquisa analisou dados de 354 participantes e, após cinco semanas, observou uma redução média de 7,8 kg no peso, de 2,8 pontos no índice de massa corporal (IMC) e de 7,6 cm na circunferência abdominal.

O programa é estruturado em quatro etapas para atender diferentes necessidades do organismo durante o processo de emagrecimento.

1. Desintoxicação e adaptação metabólica
Com duração de uma semana, esta fase prepara o corpo para a perda de peso. A ingestão de carboidratos é limitada a 40 gramas por dia, o que estimula o uso da gordura corporal como fonte de energia, melhora a saciedade e reduz a fome excessiva.

2. Mobilização da gordura corporal
Nesta etapa, o foco é incentivar o organismo a utilizar seus estoques de gordura como principal fonte energética. O objetivo é diminuir o peso, o IMC e a circunferência abdominal, preservando a massa muscular.

3. Reeducação alimentar e adaptação comportamental
Grupos alimentares com mais carboidratos são reintroduzidos de forma gradual. A proposta é desenvolver autonomia para lidar com situações sociais e gatilhos emocionais relacionados à alimentação, tornando a rotina compatível com os resultados obtidos.

4. Consolidação e prevenção do efeito sanfona
A fase final é voltada para a educação nutricional e a manutenção do peso alcançado. O acompanhamento fortalece as práticas desenvolvidas e constrói estratégias para o equilíbrio metabólico de longo prazo, diminuindo as chances de reganho de peso.

Segundo Ramuth, a redução de peso deve ser vista como uma mudança no estilo de vida. “Medicamentos e outras ferramentas podem contribuir, mas os resultados estão ligados à construção de hábitos saudáveis e ao acompanhamento profissional”, afirma. Ele reforça que cada pessoa tem necessidades específicas e que nenhum tratamento deve ser iniciado por conta própria.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

Fonte: correiobraziliense

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