Fazer entre 90 minutos e duas horas de musculação por semana pode reduzir significativamente o risco de morte precoce, de acordo com uma nova pesquisa.
Dados reunidos a partir de estudos de longa duração sugerem que a prática regular de treino de força no longo prazo pode reduzir de forma significativa a probabilidade de morte por doenças cardíacas e derrames.
Os benefícios também incluíram a redução do risco de morte por doenças neurológicas.
Especialistas afirmaram que isso constitui mais uma evidência de que o treino de força pode ajudar a prevenir ou adiar problemas de saúde e pode aliviar a pressão sobre serviços de saúde sobrecarregados.
Kate Hogarth tem apenas 28 anos, mas já pensa em como se manter saudável para desfrutar de seu futuro. Ela gosta de treinar com pesos e do aumento da autoestima que isso lhe proporciona no presente — mas também reconhece os benefícios de longo prazo para a saúde.
"Quero ser independente mais tarde na vida. Existem muitos estudos que mostram todos os benefícios do treino de força, para a saúde cardiovascular, músculos, ossos e saúde mental", diz ela.
"Quero poder viajar pelo mundo quando tiver 70, 80 e 90 anos e quero poder pegar meus netos no colo e brincar com eles, e ter esse nível de independência é muito importante."
Os benefícios do exercício aeróbico — como corrida, ciclismo ou natação — são bem conhecidos.
O sistema britânico de saúde (NHS, na sigla em inglês) afirma que a atividade aeróbica regular pode reduzir o risco de doenças cardíacas, derrames e diabetes tipo 2, além de reduzir o estresse e aumentar a autoestima.
Mas o que tem sido menos claro é o papel que a musculação pode desempenhar na redução do risco de morte.
Isso está começando a mudar.
Pesquisadores que publicaram um artigo no British Journal of Sports Medicine analisaram dados de três estudos envolvendo 147.374 homens e mulheres com mais de 30 anos.
Eles constataram que aqueles que praticavam musculação consistentemente entre 90 minutos e duas horas por semana reduziram o risco de morte prematura por qualquer causa em 13%.
O risco de morte por doença cardiovascular — como ataque cardíaco ou derrame, por exemplo — foi 19% menor.
Para morte causada por doença neurológica — como demência, por exemplo — a redução foi ainda maior, de 27%.
Os pesquisadores concluíram que os "menores riscos" foram observados entre aqueles que realizavam níveis elevados tanto de exercício aeróbico quanto de treino de força.
Entre essas pessoas mais ativas, que faziam muitas horas de exercícios aeróbicos por semana, o risco de morte precoce por qualquer causa caiu em até 58%.
No entanto, os pesquisadores também constataram que fazer mais de duas horas de treino de força por semana não trouxe benefícios adicionais significativos.
Bev Wilson, da cidade inglesa de Harrogate, é personal trainer e vê os benefícios da musculação no seu cotidiano.
"Quando treino clientes, especialmente mulheres, percebo que, quando chegam até mim, estão com problemas de dor nas articulações, ou simplesmente falta de energia, ou metabolismo lento, estão ganhando peso", diz.
"E observo que o treino de força realmente ajuda a melhorar, a controlar os níveis de açúcar no sangue, e ajuda na dor nas articulações, ajuda a fortalecer os ossos."
E afirma que isso também ajuda na saúde cerebral das pessoas.
"Além de se sentirem muito mais energéticas e saudáveis, elas percebem melhorias na função cognitiva. Elas conseguem se concentrar mais no trabalho e a memória melhora."
Fonte: correiobraziliense
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