O líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, fez duras críticas aos Estados Unidos nesta quinta-feira (4/6) e afirmou que Washington foi derrotado no conflito envolvendo as forças iranianas. A declaração foi publicada nas redes sociais um dia após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que gostaria de se encontrar com o aiatolá em meio às negociações por um acordo de paz.
Na mensagem, Khamenei acusou os EUA de tentarem reverter a derrota militar promovendo “desespero, medo, desconfiança e discórdia”. Segundo ele, o país sofreu um “golpe decisivo” tanto no campo militar quanto nas ruas. “O inimigo malicioso foi derrotado em seu confronto com as Forças Armadas. Tendo recebido um golpe decisivo, tanto no combate militar quanto nas praças e ruas, ele está sofrendo uma humilhação profunda e significativa”, declarou.
O líder iraniano também atacou Israel, descrito por ele como uma “base militar” criada pelos Estados Unidos ao longo das últimas décadas. Khamenei afirmou que o chamado “imperialismo liderado pelos EUA” não aceita a existência de um Irã “forte e independente” na região.
As declarações acontecem em meio ao aumento de tensão no Oriente Médio. Israel participou dos primeiros ataques contra o Irã ao lado das tropas americanas e, nesta semana, intensificou operações no Líbano contra o Hezbollah, grupo extremista apoiado por Teerã.
Na quarta-feira (3/6), Trump afirmou em entrevista a um podcast que o Irã teria concordado em não desenvolver armas nucleares. O presidente norte-americano também disse que pretende se encontrar com Khamenei “em algum momento”, dependendo do andamento das negociações. “Ele está envolvido, com certeza. Acho que eles têm muito respeito por ele. Gostaria de conhecê-lo. Provavelmente nos encontraremos em algum momento, dependendo de como tudo se desenrolar”, afirmou Trump.
“O Irã é um grande sucesso. Veremos o que acontece. Estamos trabalhando em um acordo, e se isso acontecer, ótimo. Se não acontecer, tudo bem também. Faremos de outra maneira”, declarou.
Na segunda-feira (1/6), Trump já havia afirmado que Estados Unidos e Irã deveriam chegar a um entendimento para ampliar o cessar-fogo e reabrir o Estreito de Ormuz. Segundo o presidente, as negociações seguem em “ritmo rápido”, apesar dos confrontos recentes envolvendo Israel e o Hezbollah no Líbano.
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