O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou nesta quinta-feira (4/6) os parlamentares republicanos que se uniram aos democratas para aprovar uma resolução na Câmara dos Representantes que busca limitar seus poderes para conduzir ações militares contra o Irã sem autorização prévia do Congresso.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump classificou a votação como “sem sentido” e acusou os quatro integrantes de seu partido que apoiaram a medida de agir contra os interesses do país. Segundo ele, a iniciativa pode prejudicar as negociações em andamento para encerrar o conflito com o governo iraniano.
“Deveriam ter vergonha de si mesmos”, escreveu o presidente ao criticar os colegas de partido. Trump também afirmou que os democratas estariam tentando impedir uma possível vitória política de seu governo nas tratativas com o Irã.
A resolução foi aprovada pela Câmara dos Representantes por 215 votos a 208. Além da bancada democrata, quatro republicanos votaram a favor do texto, que agora seguirá para análise do Senado. Na prática, a proposta pretende impedir que o presidente norte-americano realize novos ataques militares contra o Irã sem o aval do Congresso. A votação expôs divisões dentro do Partido Republicano e refletiu a crescente preocupação de parlamentares com os rumos do conflito no Oriente Médio.
O tema já havia avançado anteriormente no Senado. Em maio, senadores aprovaram uma medida semelhante para obrigar o governo a interromper operações militares na região. Apesar do sinal verde da Casa, o texto não chegou à votação final e permanece parado no Congresso. Desta vez, os democratas utilizaram uma manobra regimental que força a análise da proposta em prazo reduzido, acelerando sua tramitação.
Embora os republicanos mantenham maioria no Senado, a aprovação da resolução dependerá novamente do apoio de integrantes do partido de Trump, cenário que já ocorreu na votação realizada em maio.
Mesmo que a medida seja aprovada pelas duas Casas, a expectativa em Washington é que o governo recorra à Justiça para contestá-la. A Casa Branca sustenta que qualquer tentativa de restringir a autoridade presidencial para conduzir operações militares é inconstitucional.
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