Todo repórter fotográfico precisa estar no local certo e na hora exata. Na primeira semana de junho de 1989, Jeff Widener, hoje com 69 anos, teve essa sorte, ao menos do ponto de vista profissional. Em 4 de junho, uma pedrada desferida por um dos estudantes que manifestavam por democracia na Praça Tiananmen (ou Praça da Paz Celestial), no coração de Pequim, acertou-lhe o rosto, causando uma concussão. No dia seguinte, acordou com o barulho de tanques movendo-se pela larga avenida que levava à praça. Foi então que o trabalho de Widener — à época editor de Fotografia para o Sudeste da Ásia da agência de notícias Associated Press — entrou para os anais do fotojornalismo mundial. Em entrevista exclusiva ao Correio, Widener contou como conseguiu uma das imagens mais simbólicas da história moderna e descreveu a atmosfera durante o massacre da Praça da Paz Celestial, quando centenas de manifestantes foram esmagados pelo Exército de Libertação Popular da China.
O que o senhor sentiu quando viu um manifestante solitário encarando a coluna de tanques?
Fonte: correiobraziliense
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