25 de Junho de 2026

Quem foi Niño Guerrero, líder da Trem de Aragua morto pelos EUA


Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, era o líder do Tren de Aragua, organização criminosa de origem venezuelana que se expandiu por diversos países da América Latina. Ele foi morto em uma operação coordenada entre Estados Unidos e Venezuela no estado de Bolívar, no sudeste venezuelano, segundo anunciaram os dois governos na sexta-feira (12/6).

Apontado como principal responsável pelo crescimento da facção, Guerrero ganhou influência durante o período em que esteve preso na penitenciária de Tocorón, no estado de Aragua. Segundo o centro de análises Insight Crime, foi sob sua liderança que o grupo se consolidou e ampliou suas atividades criminosas.

Fundado em 2014 dentro da prisão de Tocorón, o Tren de Aragua é acusado de envolvimento com extorsão, assassinatos sob encomenda, tráfico de drogas, tráfico de pessoas, prostituição e garimpo ilegal. Em janeiro de 2025, os Estados Unidos classificaram a organização como grupo terrorista.

Após uma operação do governo venezuelano na prisão de Tocorón, em setembro de 2023, Niño Guerrero passou a ser considerado foragido. Os Estados Unidos ofereciam recompensa de US$ 5 milhões por informações que levassem à sua captura. Em dezembro do ano passado, ele também foi acusado por promotores federais de Nova York de associação criminosa e tráfico de drogas e armas.

Ao anunciar a morte do líder criminoso, Trump afirmou que os integrantes do Tren de Aragua “não têm mais um refúgio seguro na Venezuela nem em qualquer outro lugar”. A publicação foi acompanhada por um vídeo que mostra a explosão de um edifício cercado por áreas de floresta, embora não seja possível identificar pessoas nas imagens. Segundo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o ataque foi realizado pelo Comando Sul americano em cooperação com autoridades venezuelanas.

O governo da Venezuela informou que Guerrero foi “neutralizado” durante confrontos com integrantes de estruturas do crime organizado e destacou que a operação contou com troca de informações de inteligência e apoio tecnológico especializado.

*Com informações da Agence France-Presse Agence France-Presse

Fonte: correiobraziliense

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