Em sua participação no evento, Soares afirmou que a criação de soluções em inteligência artificial depende da conexão entre pesquisa acadêmica e demandas reais do setor privado. Segundo ele, a UFG antecipou essa necessidade ao criar, em 2019, a primeira graduação em inteligência artificial de uma universidade brasileira e da América Latina.
“Eu queria compartilhar um pouquinho sobre o que a gente pode fazer nesse mundo da inteligência artificial para ajudar o setor privado”, disse o professor. Para ele, novas profissões e áreas de atuação surgem a partir de processos de especialização, principalmente em ambientes de pesquisa, mestrado e doutorado.
Entre os exemplos citados, Soares mencionou aplicações desenvolvidas para plataformas digitais, seguros e serviços de entrega. Segundo ele, essa atuação mostra como a parceria entre universidades e empresas pode gerar inovação e ampliar a capacidade competitiva das companhias brasileiras.
“É o que acontece quando você faz uma construção competitiva, inovadora, em que a iniciativa privada detém os problemas, detém os desafios, e aciona um instituto de pesquisa em busca daqueles desafios”, declarou.
Ao abordar os impactos da inteligência artificial na economia, o professor comparou a tecnologia às grandes revoluções industriais da História, destacando que esses períodos foram marcados por ganhos de produtividade. “A inteligência artificial traz essa janela de oportunidade. Todas as grandes revoluções tecnológicas trouxeram ganho de produtividade, é a gente fazer mais e barato”, afirmou.
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