Somente quando amanhecer, em alguns minutos, a Venezuela começará a ter a real dimensão da tragédia, depois dos terrenos de 7,5 e de 7,2 graus na escala Richter (aberta, raramente chega a 9). A comunidade internacional começou a enviar solidariedade às autoridades venezuelanas e a articular planos de ajuda ao país.
Moradora do quarto andar em um prédio de oito pisos do bairro La Pastora, em Caracas, a comerciante Gleismar Carpio, 26 anos, disse ao Correio que seu apartamento sofreu danos, mas tudo o que pensou foi em sobreviver. "Minha prioridade absoluta foi sair do edifício o quanto antes e buscar abrigo seguro. Antes de sair correndo, notei rachaduras nas paredes e um levantamento pequeno do piso do apartamento", contou ao Correio.
"Foi uma experiência traumática. Na hora do terremoto, estava acompanhada de meu marido, minha prima, minha sobrinha de dois anos e de um adulto. Os movimentos foram extremamente bruscos e os abalos tão fortes que foi muito difícil para nós manter o equilíbrio e sair do apartamento", acrescentou.
De acordo com Gleismar, foi especialmente assustador ver o desprendimento de paredes do prédio, sentir a instabilidade das passarelas e observar as rachaduras nas paredes. "Foi aterrorizante, especialmente quando se tem a responsabilidade de proteger uma criança e um
Idoso em meio ao colapso das estruturas", disse.
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