25 de Junho de 2026

'Estamos sem gás e água', conta morador de Caracas após terremoto duplo


A Venezuela começa a contabilizar os danos dos maiores terremotos a atingirem o país em um século. Os dois abalos — de 7,2 e de 7,5 graus na escala Richter (aberta, raramente chega a 9) — ocorreram às 18h pelo horário local (19h em Brasília) de quarta-feira (24/6), no Dia da Independência. Até as 7h15 desta quinta-feira (hora local), as autoridades contabilizavam 164 mortos e cerca de mil feridos.

Em entrevista ao Correio, o geógrafo Antonio De Lisio, 70 anos, professor da Universidad Central de Venezuela (UCV) disse que alguns prédios foram "completamente derrubados". "Há zonas onde os edifícios que não desmoronaram sofreram rachaduras. Estamos sob estado de emergência nacional. A Defesa Civil está muito ativa e pode sofrer uma sobrecarga, ante a quantidade de ocorrências que precisa atender", relatou.

De Lisio vive em uma região entre os bairros de San Bernardino e Palo Grande, onde houve queda de construções. "Na minha área específica, não sentimos tanto o impacto. Houve a queda de um friso, e os objetos que estavam na prateleira de madeira da minha sala também caíram. Mas os serviços de abastecimento de água e de gás estão suspensos. Ainda não sabemos as consequências sobre o fornecimento de alimentos e de medicamentos, pois o comércio estava fechado nesta sexta-feira, feriado nacional", acrescentou o geógrafo.

Fonte: correiobraziliense

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