O agravamento da crise humanitária provocada pelos terremotos na Venezuela levou a Médico Sem Fronteiras a itensificar as ações de assistência no país e reforçar o apelo por doações.
Em entrevista concedida à CBN, o coordenador de operações da organização para a América Latina e o Caribe, Fabio Biolchini, afirmou que o número de mortos, que já ultrapassava 1,4 mil vítimas neste sábado (27), ainda pode aumentar nos próximos dias, já que muitas pessoas continuam desaparecidas e diversas áreas seguem de difícil acesso.
Segundo ele, a destruição causada pelos tremores comprometeu a chegada das equipes de resgate às regiões mais afetadas.
"Existem tantos prédios colapsados, tantos bairros que estão inacessíveis, que para você chegar num local onde antes demorava 30 minutos, hoje demora 4 ou 5 horas", relatou.
Biolchini destacou que a rede de saúde venezuelana já enfrentava dificuldades antes da tragédia em razão da crise econômica do país. Com os danos provocados pelos terremotos, parte dos hospitais foi atingida ou precisou interromper as atividades por problemas estruturais.
Os terremotos ocorreram na noite de quarta-feira (24/6) e, conforme o governo da Venezuela, foram sucedidos por pelo menos 20 tremores secundários nas horas seguintes. Além do território venezuelano, os abalos puderam ser percebidos em municípios da região Norte do Brasil.
Separados por menos de um minuto, os dois sismos causaram danos severos em Caracas e em outras localidades do país, derrubando prédios, casas e outras construções.
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