A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta terça-feira (30/6), preservar o direito à cidadania por nascimento, rejeitando uma iniciativa do presidente Donald Trump que buscava restringir esse benefício a filhos de determinados grupos de imigrantes. Com a decisão, permanece em vigor o entendimento constitucional de que, em regra, toda criança nascida em território americano é automaticamente cidadã do país.
O julgamento representa um revés para a política migratória defendida por Trump. Desde seu primeiro mandato, o republicano tem tentado limitar o alcance da cidadania automática para filhos de imigrantes em situação irregular e de estrangeiros que permanecem temporariamente nos Estados Unidos.
Por maioria de 6 votos a 3, os ministros mantiveram a interpretação tradicional da Constituição americana sobre o tema. De acordo com informações publicadas pelo The New York Times, os ministros Clarence Thomas, Neil M. Gorsuch e Samuel A. Alito Jr. votaram contra esse entendimento. Já Brett Kavanaugh acompanhou a conclusão da maioria, embora tenha apresentado fundamentação distinta para seu voto.
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