Segundo Durigan, o custo do crédito tem impacto direto sobre a capacidade de investimento das empresas e sobre as contas do governo. "Hoje, o que machuca a dívida pública é a taxa de juros", afirmou.
O ministro também rejeitou a avaliação de que iniciativas do governo voltadas à ampliação do crédito ou ao estímulo da economia estejam impedindo uma redução mais intensa da taxa básica de juros. Para ele, as medidas adotadas possuem alcance limitado e não produzem efeitos relevantes sobre o cenário macroeconômico.
O ministro também afirmou que o Ministério da Fazenda não deve ser responsabilizado pelo nível atual da taxa de juros. Embora reconheça que o equilíbrio das contas públicas influencia as decisões do Banco Central, ele defendeu que o debate vá além da questão fiscal para compreender os fatores que mantêm os juros elevados.
As declarações ocorrem após o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir, em 17 de junho, a taxa Selic de 14,50% para 14,25% ao ano, um corte de 0,25 ponto percentual. Desde março, a taxa básica acumula redução de 0,75 ponto percentual, mas o Banco Central mantém postura cautelosa diante das expectativas para a inflação e das incertezas no cenário internacional.
Durigan afirmou ainda que o governo está disposto a promover novos ajustes fiscais nos próximos anos, caso sejam necessários, por meio da contenção de despesas e da revisão de benefícios fiscais. Segundo ele, o compromisso é limitar o avanço da dívida pública e manter a sustentabilidade das contas do país.
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