Americanos saíram às ruas em diversas cidades dos Estados Unidos, na manhã de sábado (04/7), mesmo sob calor extremo, para celebrar os 250 anos da independência. As comemorações ocorrem no momento em que o pais se encontra dividido e mergulhado em pressões e conflitos, exatamente quando deveria simbolizar a unidade nacional. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, discursou no desfile de navios Sail 250, no porto de Nova York, e criticou quem ataca as "imperfeições" do país. "Não entendem a essência da América", disse.
Ainda na noite de ontem, estava previsto um discurso de Donad Trump no Memorial Lincoln. Segundo fontes do governo, o presidente abordaria a fundação dos Estados Unidos e destacaria o que considera tornar o país "excepcional". Aproveitaria o momento para ressaltar realizações de seu governo.
O planejamento das celebrações começou em 2016, quando o Congresso criou a comissão bipartidária America 250, para coordenar eventos em todo o país. A proposta previa uma programação nacional voltada à educação, à cultura e à participação popular.
Entretanto, o cenário mudou após o retorno de Donald Trump à Casa Branca. Em janeiro de 2025, o presidente assinou um decreto criando a Freedom 250, grupo encarregado de organizar os principais eventos federais em Washington. Assim, cada vez mais evidente, Trump quis imprimir à celebração o seu caráter personalíssimo.
Na véspera do Dia da Independência, na sexta,Trump fez um discurso sob as gigantescas cabeças de granito de quatro de seus mais célebres antecessores, no monumento nacional localizado em Dakota do Sul. A imagem combina com a personalidade do presidente, que se considera como um dos grandes líderes da história americana. E assim deseja transformar o aniversário do país em uma celebração de si mesmo.
Imagem esculpida
Aliados republicanos chegaram a apresentar um projeto de lei para que sua imagem fosse esculpida ao lado de George Washington, Thomas Jefferson, Abraham Lincoln e Theodore Roosevelt. "O 4 de julho é realmente um momento de liberdade, mas preciso ser sincero: com o cenário político atual, a data não tem sido tão empolgante para mim nos últimos anos", disse Amy Kimaara, professora de educação especial de Los Angeles, à AFP.
Em meio à polarização cada vez mais crescente no país, Trump vê a sua popularidade despencar. Índices de aprovação estão próximo dos mínimos na história de um presidente americano. Isso se deve, ainda segundo o levantamento, por dois motivos: a guerra no Irã e pelo custo de vida.
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