A expectativa do mercado para a inflação em 2026 voltou a apresentar uma queda pela primeira vez desde o dia 20 de fevereiro, nas projeções do Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central. No relatório publicado nesta segunda-feira (6/7), a mediana das estimativas de agentes do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano recuou de 5,33% para 5,3%.
Já para 2027, a projeção apresentou um avanço mínimo de 0,01 ponto percentual, e passou de 4,17% para 4,18%. Nos dois anos subsequentes, a expectativa dos agentes permaneceu inalterada em 3,7%, em 2028, e em 3,5%, em 2029.
A previsão para a atividade econômica permaneceu estável em 1,99% em 2026. Em 2027, o mercado prevê um PIB ainda mais fraco, de 1,69%, embora a projeção tenha registrado um avanço de 0,01 p.p. na comparação com o relatório da semana anterior. Para 2028 e 2029, as estimativas seguiram em 2%.
Dólar e juros
No mercado cambial, os agentes mantiveram a estimativa do dólar comercial para R$ 5,20 pela terceira semana consecutiva, no final de 2026, ao passo que, para os anos seguintes, a projeção é de um avanço lento. O mercado prevê um câmbio a R$ 5,28, em 2027, a R$ 5,35, em 2028, e a R$ 5,40, em 2029.
No caso da taxa básica de juros – que atualmente está em 14,25% ao ano, desde a reunião do último mês de junho –, a expectativa permaneceu inalterada em 14% a.a., pela segunda semana consecutiva. Para os anos seguintes, também não houve mudança nas projeções em relação ao último Boletim Focus. No fim de 2027, o mercado prevê uma Selic a 12%, enquanto que em 2028 e 2029, as previsões ficam em 10,5% e 10%, respectivamente.
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