Os Estados Unidos iniciaram um programa piloto que permite a estrangeiros antecipar a entrevista para os vistos B1/B2, de turismo e negócios. O serviço exige o pagamento de uma taxa adicional de US$ 750, além do valor consular tradicional de US$ 185.
Na prática, quem optar pelo atendimento prioritário pagará US$ 935, valor equivalente a cerca de R$ 5 mil. Em troca, o governo americano promete agendar a entrevista em até 10 dias úteis, dependendo da disponibilidade de cada consulado.
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O programa é uma iniciativa temporária, com validade prevista até 31 de dezembro de 2026. No entanto, o pagamento da taxa não garante a emissão do visto nem altera os critérios de análise dos oficiais consulares.
Para o advogado Vinícius Bicalho, licenciado nos EUA e CEO da Bicalho Consultoria Legal, a medida muda a gestão dos serviços consulares, mas não a política de concessão de vistos. “O pagamento da taxa adicional compra rapidez no agendamento da entrevista, não uma aprovação”, explica.
Segundo Bicalho, a iniciativa atende a diferentes objetivos. Além de criar uma nova fonte de arrecadação, o programa permite organizar a demanda por entrevistas sem exigir uma ampliação da estrutura de atendimento.
“É uma solução administrativa interessante. O governo cria uma alternativa opcional para quem realmente precisa de rapidez. Isso gera receita e reduz parte da pressão sobre o sistema”, avalia o especialista.
Bicalho acredita que a modalidade não será usada pela maioria dos brasileiros. O público-alvo inclui empresários, executivos, investidores e profissionais convidados para eventos internacionais, além de pessoas com urgências familiares ou profissionais.
“Imagine uma empresa que precisa enviar um executivo aos Estados Unidos na semana seguinte. Nesses casos, o custo da taxa pode ser pequeno diante do prejuízo causado pela perda da viagem”, exemplifica.
Para quem planeja férias sem urgência, o procedimento tradicional continua sendo a alternativa mais vantajosa.
O pagamento da taxa não influencia a decisão do consulado. Os critérios para aprovação permanecem os mesmos, independentemente da modalidade escolhida pelo solicitante.
O oficial consular continuará analisando os vínculos com o país de origem, histórico do solicitante e a finalidade da viagem. “A taxa apenas reduz o tempo necessário para chegar até a entrevista. Ela não facilita a aprovação nem cria qualquer tratamento privilegiado”, afirma Bicalho.
Embora o programa seja temporário e restrito aos vistos B1/B2, o advogado acredita que ele pode servir de modelo para futuras iniciativas. Se os resultados forem positivos, mecanismos semelhantes poderiam ser estudados para outras categorias de visto.
A principal recomendação aos brasileiros, contudo, permanece a mesma: iniciar o processo de solicitação do visto com antecedência. A nova modalidade deve ser vista como uma alternativa para situações específicas, e não como um novo padrão para quem pretende viajar aos Estados Unidos.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
Fonte: correiobraziliense
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