Uma equipe internacional de cientistas descobriu 31 dos quasares mais antigos já encontrados, sendo que dois deles estão entre os mais remotos já observados. Eles emitiam uma luz equivalente a um trilhão de sóis quando o Universo tinha apenas 670 milhões de anos.
Publicadas na revista Astronomy & Astrophysics, as descobertas representam um avanço na compreensão do universo primitivo. Quasares estão entre os objetos mais brilhantes do cosmos, alimentados por buracos negros supermassivos nos centros das galáxias.
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Segundo o coautor Joseph Hennawi, professor na UC Santa Barbara e na Universidade de Leiden, esses objetos são pistas para entender como buracos negros com bilhões de vezes a massa do Sol se formaram tão rapidamente na infância do universo.
Astrônomos buscam os primeiros quasares há décadas para entender a formação das primeiras galáxias e buracos negros. No entanto, objetos com mais de 13 bilhões de anos são extremamente raros e difíceis de detectar.
Sua luz é fraca e facilmente confundida com a de estrelas mais próximas. A expansão cósmica também estica sua luz do ultravioleta para o infravermelho, uma faixa onde a atmosfera da Terra brilha intensamente, dificultando a observação.
Essa expansão é usada para medir a idade e a distância de um objeto através do "desvio para o vermelho". Um desvio de 7, por exemplo, indica que o universo tinha apenas 750 milhões de anos, menos de 6% de sua idade atual.
Para superar esses desafios, a Agência Espacial Europeia (ESA) lançou o telescópio espacial Euclid em 2023. O equipamento observa o universo acima da interferência atmosférica e mapeia uma área muito maior do que observatórios terrestres.
Com o Euclid, os cientistas identificaram os 31 novos quasares, que remontam a uma época em que o cosmos tinha apenas 5% da sua idade atual. Antes, apenas os quasares antigos mais brilhantes podiam ser localizados.
O telescópio permite capturar luz muito mais fraca em vastas áreas do céu. Uma análise detalhada de um dos quasares revelou que ele estava imerso em uma galáxia empoeirada, com intensa formação de novas estrelas.
Esses objetos pertencem à "época da reionização", período em que as primeiras estrelas e galáxias surgiram. Dos 31 quasares, 14 têm desvio para o vermelho igual ou superior a 7. Os dois mais antigos apresentam desvios de 7,69 e 7,77, estabelecendo um novo recorde.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
Fonte: correiobraziliense
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