O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) apresentou, nesta segunda-feira (6/7), a projeção da organização na liberação de crédito para o Plano Safra 2026/2027. Nesse período, iniciado em 1º de julho e que se estende até 30 de junho do próximo ano, a expectativa é disponibilizar R$ 70 bilhões em crédito rural.
Na safra anterior, o objetivo foi praticamente alcançado, com a liberação de R$ 59,5 bilhões e uma meta de R$ 60 bilhões. Com um crescimento de 6,88% ante o ciclo anterior, a disponibilização de crédito rural pelo sistema chegou a cerca de 194,7 mil operações realizadas em todo o Brasil durante os últimos 12 meses.
Do total de recursos empenhados para a liberação de crédito nessa modalidade, o Sicoob vai oferecer R$ 11,5 bilhões na safra de 2026/27 para a agricultura familiar, por meio do Pronaf, o que representa um avanço de 39% ante o período anterior.
Também serão disponibilizados R$ 15,8 bilhões via Programa de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronaf), indicando um crescimento de 48% na mesma base de comparação. Para os demais produtores, a expectativa é liberar R$ 42,7 bilhões.
Na comparação entre as atividades produtivas, o sistema de cooperativas projeta que a maior parte dos recursos empenhados devem ser destinados ao crédito rural (40%), com cerca de 27,8 bilhões. O restante será distribuído em pecuária (28%), com aproximadamente R$ 19,5 bilhões, e uma parcela sem direcionamento específico (32%), que deve representar em torno de R$ 22,7 bilhões.
Durante a coletiva de apresentação dos resultados da safra anterior e da projeção para o próximo ciclo, os especialistas do Sicoob destacaram que o alto nível de inadimplência preocupa o segmento, mas que esse cenário já é levado em consideração no planejamento do sistema de cooperativas. A taxa de juros em patamar elevado é um dos potencializadores dessa alta do endividamento.
“Os juros altos significam despesa financeira para o tomador e a gente sabe que não são todos os segmento que possuem margens elevadas para se manterem em juros elevados, então ele é sim um inibidor e, por mais que tenha caído, a gente considera uma taxa de juros elevada, mas o produtor precisa dessas linhas”, disse o superintendente Financeiro, Tobias Fragoso.
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