08 de Julho de 2026

Balanças de gado: como o selo Inmetro blinda seu lucro e evita multas


O uso de balanças de gado com aprovação do Inmetro é fundamental para a segurança jurídica e a rentabilidade na pecuária de corte. O alerta é da Associação Brasileira dos Fabricantes de Balanças, Pesos e Medidas, Permissionários e Importadores (ABRAPEM).

Segundo a entidade, a pesagem do rebanho se consolidou como o coração financeiro das propriedades. A adoção de tecnologias homologadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) vai além do cumprimento de obrigações fiscais, sendo um pilar para a sustentabilidade econômica.

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Esses equipamentos passam por ensaios metrológicos rigorosos que garantem exatidão e estabilidade nas medições, neutralizando variações causadas pelo movimento do animal.

A precisão nas pesagens reflete diretamente na eficiência da fazenda. Dados confiáveis permitem o monitoramento exato do Ganho de Peso Diário (GPD) e ajustes rápidos nos planos nutricionais. A estabilidade das medições também auxilia na identificação de problemas sanitários no lote e embasa decisões de seleção genética.

Erros em balanças não homologadas podem causar prejuízos financeiros. Em grandes operações, distorções de poucos quilos por animal geram perdas expressivas. A pesagem certificada garante que cada animal seja comercializado por seu peso real, maximizando a receita e diminuindo o risco de fraudes.

“A colheita do produtor de gado é o momento da pesagem. Transformar essa etapa em um jogo de adivinhação por conta de equipamentos clandestinos ou sem procedência é colocar em risco anos de investimento e suor”, afirma o presidente da ABRAPEM, Carlos Amarante.

A legislação brasileira exige que instrumentos de medição usados em transações comerciais sejam aprovados e verificados pelo Inmetro. O uso de balanças irregulares expõe o produtor a multas, sanções e interdições.

Por outro lado, o selo de verificação confere validade legal às pesagens, oferece respaldo em disputas comerciais e eleva a reputação do produtor, inclusive para exportação. Confira os riscos de equipamentos sem homologação:

Inconsistência crônica: dados imprecisos que inviabilizam o controle do GPD e o planejamento nutricional.

Vulnerabilidade legal: exposição a multas severas, passivos jurídicos e interdições das instalações.

Barreiras de mercado: falta de aceitação do gado por frigoríficos e compradores que exigem rastreabilidade.

Baixa durabilidade: equipamentos clandestinos não possuem resistência mecânica testada para as condições de manejo animal, como poeira e umidade.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

Fonte: correiobraziliense

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