16 de Julho de 2026

Neandertais e nós: uma cultura em comum por milênios, diz estudo


O Homo sapiens coexistiu com os neandertais, Homo neanderthalensis, há dezenas de milhares de anos. Muitos humanos hoje carregam uma pequena quantidade de DNA neandertal, um sinal de que as duas espécies compartilharam mais do que o mesmo território.

Uma nova descoberta arqueológica revela que os dois grupos podem ter partilhado uma cultura comum por mais de 20.000 anos. A pesquisa foi realizada por uma equipe internacional com cientistas da Turquia, França e Japão, incluindo a Universidade de Kyoto.

Caveira com 1 milhão de anos bagunça recorte de tempo dos Homo sapiens

Crânio de milhões de anos reescreve a história da evolução humana, segundo cientistas

Por que os denisovanos podem nos ajudar a entender como nos tornamos os únicos humanos na Terra

A equipe realizou cinco anos de escavações na Caverna Üça??zl? II, no sul da Turquia, um importante corredor entre a África e a Eurásia. O trabalho meticuloso revelou evidências de que ambas as espécies viveram no mesmo espaço, usando tecnologias idênticas de ferramentas de pedra e estratégias de sobrevivência.

Os achados também indicam um comportamento compartilhado que ia além de aspectos práticos. Os pesquisadores descobriram que tanto os neandertais quanto os humanos modernos coletavam seletivamente um tipo específico de concha marinha, que praticamente não tinha valor como alimento.

Essa preferência por um objeto não utilitário, antes associada exclusivamente aos humanos modernos, sugere que houve uma troca cultural entre as duas espécies, que transcendeu barreiras biológicas.

"Nossas descobertas indicam um profundo nível de interação cultural", afirma Naoki Morimoto, da Universidade de Kyoto. "Esses dois grupos humanos distintos, mas intimamente relacionados, não estavam apenas se adaptando ao mesmo ambiente: provavelmente compartilhavam preferências simbólicas."

Os fósseis de humanos modernos recuperados da caverna datam de um período entre 50.000 e 60.000 anos atrás. A datação os situa dentro do período da migração "Saída da África", que foi determinado geneticamente.

Isso sugere que os indivíduos encontrados podem ser parentes próximos da linhagem fundadora de todas as populações não africanas de hoje. Outra possibilidade é que sejam sobreviventes de uma onda migratória anterior e desconhecida de humanos modernos para o Levante.

As descobertas na Caverna Üça??zl? II preenchem uma lacuna no registro arqueológico e paleontológico, podendo reescrever a compreensão de como as primeiras espécies humanas interagiram e compartilharam seus mundos.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

Fonte: correiobraziliense

Participe do nosso grupo no whatsapp clicando nesse link

Participe do nosso canal no telegram clicando nesse link

Assine nossa newsletter

Utilizamos cookies próprios e de terceiros para o correto funcionamento e visualização do site pelo utilizador, bem como para a recolha de estatísticas sobre a sua utilização.