Autoridades iranianas reagiram nesta quarta-feira (8/8) às novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de intensificar os ataques contra o Irã e até assumir o controle da Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do país. As declarações elevaram ainda mais a tensão entre Teerã e Washington, que voltaram a trocar ataques apesar de um cessar-fogo firmado em junho.
Ebrahim Rezaei, porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, respondeu às ameaças em publicação na rede social X. "Venha — estamos te esperando — e prometemos que nenhum soldado americano retornará com vida", escreveu.
Também pelo X, o ex-ministro das Relações Exteriores Ali Akbar Velayati criticou o que classificou como a "mais recente escalada" dos Estados Unidos. Segundo ele, o Irã já havia alertado anteriormente que "a região não é lugar para apostas políticas de nações pequenas" e afirmou que o país "está com o dedo no gatilho para limpar a região".
As declarações ocorrem um dia após uma nova rodada de ataques entre os dois países, registrada na terça-feira (7). Nesta quarta (8/8), Trump afirmou que considera o cessar-fogo "acabado" e voltou a autorizar novos ataques em território iraniano.
O presidente norte-americano declarou que a Ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo iranianas, foi um dos alvos da ofensiva conduzida pelos Estados Unidos na terça-feira. "Atacamos a ilha de Kharg ontem, e eu falei: 'Não encostem no petróleo', porque talvez tomemos a ilha e não há nada que eles possam fazer sobre isso", afirmou.
Trump também disse que, diante da retomada dos confrontos, o bloqueio norte-americano ao Estreito de Ormuz poderá ser restabelecido. Segundo o presidente, países integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) apoiaram o envio de embarcações caça-minas para garantir a navegação na região.
Apesar de um acordo preliminar de paz firmado em junho ter estabelecido um cessar-fogo entre os dois países, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques nesta semana, reacendendo preocupações sobre uma escalada militar em uma das principais regiões produtoras de petróleo do mundo.
Utilizamos cookies próprios e de terceiros para o correto funcionamento e visualização do site pelo utilizador, bem como para a recolha de estatísticas sobre a sua utilização.