09 de Julho de 2026

Representante comercial dos EUA diz que decisão final sobre tarifas sairá em breve


A definição do governo dos Estados Unidos sobre a imposição de novas tarifas às importações brasileiras deve ser anunciada muito em breve. A sinalização foi feita nesta quinta-feira (9/7) pelo representante do Departamento de Comércio norte-americano, Jamieson Greer. Ele afirmou, porém, que Brasil e Estados Unidos ainda estão longe de um entendimento e que a decisão precisa ser tomada até 15 de julho, prazo previsto na legislação norte-americana.

Em entrevista à Fox Business Network, Greer disse que as negociações seguem em andamento, mas reconheceu que persiste uma "distância considerável" entre as posições dos dois países. Segundo ele, esse cenário deve levar o governo norte-americano a divulgar em breve uma decisão final sobre o caso.

A discussão ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar, em 1º de junho, a intenção de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com base em uma investigação que abrange temas como desmatamento ilegal, pirataria e o sistema de pagamentos Pix. No dia seguinte, o governo norte-americano anunciou uma tarifa adicional de 12,5% para 60 países, entre eles o Brasil, sob a justificativa de falhas no combate ao trabalho forçado.

Apesar das medidas propostas, o governo dos Estados Unidos divulgou listas de exceções para diversos produtos, com o objetivo de reduzir impactos sobre os preços no mercado interno.

Enquanto as negociações prosseguem, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) abriu, na última segunda-feira (6), a fase de audiências públicas da investigação. As sessões contam com participação de representantes de entidades brasileiras e americanas ligadas a setores como café, arroz, açúcar, etanol de milho, ferro-gusa, rochas ornamentais, madeira, papel, calçados, mel e propriedade intelectual.

Durante as audiências, o presidente da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), Abrão Neto, afirmou que a adoção de novas tarifas traria prejuízos para os dois países. Segundo ele, a medida afetaria o setor produtivo e os consumidores norte-americanos, além de comprometer a competitividade das exportações brasileiras em um mercado considerado estratégico.

Neto também destacou que a participação dos Estados Unidos no comércio exterior brasileiro recuou para 11,2% nos cinco primeiros meses de 2026, o menor patamar já registrado para o período. As importações brasileiras de produtos norte-americanos também caíram 11% na comparação com o mesmo intervalo.

Fonte: correiobraziliense

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