16 de Julho de 2026

Infrassom: a ciência revela por que esse som 'inaudível' afeta você


Sons com frequência abaixo de 16 Hz, conhecidos como infrassom, são muitas vezes considerados inaudíveis. No entanto, uma nova pesquisa mostra que essa percepção não está totalmente correta e revela por que algumas pessoas são mais sensíveis a esses ruídos.

“Os humanos podem, na verdade, perceber o infrassom se o nível sonoro for alto o suficiente”, afirma Carlos Jurado, pesquisador da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU).

O som que faz 'curva' e chega só ao seu ouvido no meio da multidão

Cientistas desvendam como ouvir melhor em ambientes barulhentos

Fones de ouvido que cancelam ruídos estão causando perda de audição em jovens?

Algumas pessoas reagem mais a ruídos de baixa frequência emitidos por sistemas de ventilação, turbinas eólicas, indústrias e geradores. O som geralmente é percebido mais como um zumbido ou uma sensação física, o que dificulta sua medição.

Durante muito tempo, os cientistas não tinham certeza sobre como o cérebro processa o infrassom. Um estudo de Jurado em parceria com Torsten Marquardt, do University College London, publicado na revista "Nature Scientific Reports", trouxe novas respostas.

“Nossa pesquisa sugere que o infrassom é registrado no ouvido interno de uma maneira diferente do som normal”, explica Marquardt. O ouvido interno possui células ciliadas sensoriais, essenciais para enviar sinais sonoros ao cérebro.

Em frequências muito baixas, os sinais para essas células se tornam fracos. Segundo Jurado, outras células de suporte, que normalmente regulam a sensibilidade auditiva, conseguem captá-los nesse cenário.

Marquardt acrescenta que essas células de suporte geram campos elétricos fortes o suficiente para acionar os sinais nervosos enviados ao cérebro, permitindo que o infrassom seja percebido. Isso explica por que esses sons parecem diferentes dos outros.

“Isso pode explicar por que o infrassom é percebido de forma diferente. Pequenos aumentos na pressão sonora tornam o som muito mais alto rapidamente”, detalha Jurado. As descobertas também ajudam a entender por que algumas pessoas se incomodam com esses ruídos, já que o mecanismo pode variar de pessoa para pessoa.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

Fonte: correiobraziliense

Participe do nosso grupo no whatsapp clicando nesse link

Participe do nosso canal no telegram clicando nesse link

Assine nossa newsletter

Utilizamos cookies próprios e de terceiros para o correto funcionamento e visualização do site pelo utilizador, bem como para a recolha de estatísticas sobre a sua utilização.