15 de Julho de 2026

MP do Frete: Chorão defende que não haja mudanças na planilha de custo mínimo


O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, afirmou que a categoria não vai aceitar mudanças na planilha de custo mínimo no texto da Medida Provisória (MP) do Frete. A pauta pode ser votada pelo Plenário do Senado Federal nesta terça-feira (14/7).

“A gente sabe que tem algumas mudanças. Não vamos aceitar referenciar a planilha de custo mínimo. A gente precisa discutir essas questões junto com as lideranças nessas próximas horas”, disse em vídeo divulgado hoje.

Na segunda-feira (13), líderes do governo e senadores da oposição se reuniram para buscar um consenso sobre a medida e destravar sua votação. Um dos pontos de mudança diz respeito ao piso salarial da categoria.

O texto final deve contar apenas com um indicativo de criação de um piso, sem estipular um valor exato, com a competência sendo direcionada a outro órgão. Há também, segundo o líder do Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP), um acordo para que o trecho que trata da anistia de caminhoneiros envolvidos em manifestações em 2022 seja vetado futuramente.

O relator da medida na Comissão Mista, deputado Zé Trovão (PL-SC), também criticou as mudanças em pronunciamento nas redes sociais. “Eu vou para Brasília para não permitir que o Senado atropele, destrua, a MP”, afirmou.

“Não vai ter piso mínimo, fiscalização, salário digno do motorista. Eles querem criar uma maneira para que o agronegócio tenha pisos de frete diferenciados. Isso vai fazer com que o caminhoneiro que transporte para o agro não tenha seus direitos assegurados e vai continuar recebendo fretes sub-humanos”, completou o deputado ao Correio Braziliense.

No vídeo, ele também aponta que o texto aprovado pelos deputados foi construído por meio de acordos entre a categoria e outros setores envolvidos, que estariam, neste momento, quebrando tais combinados.

“Nós não podemos permitir que caminhoneiros que a vida inteira lutaram para ter um direito seja destruído pela vontade e interesses de pessoas que atendemos e demos atenção”, disse. O parlamentar se refere às demandas defendidas pelos senadores Tereza Cristina (PP-MS) e Jorge Bagattoli (PL-RO) na reunião de ontem com lideranças do governo.

Caminhoneiros pressionam para que os senadores aprovem a medida até quinta-feira (16), quando ela perde a validade. Na segunda, a categoria iniciou, em alguns pontos do Brasil, paralisações para garantir a aprovação da matéria dentro do prazo. “A MP traz segurança para a categoria”, defendeu Landim mais cedo.

Fonte: correiobraziliense

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