Localizada na região central do Irã, a montanha de Pickaxe virou alvo dos Estados Unidos após o presidente Donald Trump declarar, na segunda-feira (13/7), que pretende atacar o local.
Em entrevista a Hugh Hwitt, radialista e comentarista político conservador, o presidente afirmou que os EUA vão "eliminar a montanha de Pickaxe" e disse que o governo acompanha de perto a atividade na área.
"Digam aos iranianos para estarem preparados", declarou. "Provavelmente vamos atacar Pickaxe em um futuro relativamente próximo."
A montanha mencionada pelo norte-americano hospeda a principal estrutura do programa nuclear iraniano. Próxima à ela fica a usina de enriquecimento de urânio de Natanz, uma das principais instalações nucleares do Irã.
A dificuldade de atingir a montanha de Pickaxe está ligada às características da região. Localizada a cerca de 300 quilômetros ao sul de Teerã, a área é uma das mais protegidas pelo governo iraniano.
Sob a montanha, há instalações subterrâneas projetadas para resistir a bombardeios, o que dificulta a destruição da estrutura por ataques convencionais e exigiria o uso de bombas perfuradoras, conhecidas como antibunker.
Essa espécie de armamento é desenhada para perfurar o solo antes de explodir e destuir bunkers, estuturas reforçadas cosntruídas abaixo da superfície.
Segundo o jornal israelense Haaretz, esse tipo de tecnologia foi utilizado na ofensiva norte-americana ao local em marlo deste ano. Os EUA não validaram oficialmente a operação, nem a artilharia usada.
O principal instrumento dos Estados Unidos para acertas alvos subterrâneos é a GBU-57 A/B, ou MOP, sigla em inglês para Masssive Ordnance Penetratro, Penetrador Massivo de Artilharia na tradução em português.
Projetada para destruir estruturas subterrâneas, a bomba antibunker pesa cerca de 14 toneladas e mede seis metros de comprimento. O armamento é capaz de atravessar solo, concreto e rochas antes de explodir, atingindo bunkers e outras instalações enterradas a dezenas de metros de profundidade. De acordo com a Força Aérea dos Estados Unidos, apenas o bombardeiro furtivo B-2 Spirit tem capacidade para transportá-la e lançá-la.
Segundo estimativas apontadas por especialistas nesse tipo de armamento ouvidos pela CNN, a GBU-57 é capaz de penetrar por volta de 61 metros abaixo do solo antes de uma explosão. Em uma única ação, várias bombas podem ser arremessadas sequentemente para atingir miras.
Embore utilize uma ogiva tradicional, especialistas consultados pelo canal alertam que, a depender do local atingido, ações contra instalações nucleares podem liberar material radioativo.
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