15 de Julho de 2026

Número de mortos por terremotos na Venezuela passa de 4.800


O número de mortos provocado pelos terremotos que estremeceram a Venezuela subiu para mais de 4.800, informou o governo venezuelano nesta quarta-feira (15/7). O desastre deixou um número elevado de famílias em condições precárias, em acampamentos, depois de perderem suas casas.

Segundo o boletim diário divulgado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, no Telegram, os abalos sísmicos de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorridos em 24 de junho, causaram a morte de 4.829 pessoas.

Em La Guaira, estado vizinho da capital Caracas, famílias e socorristas continuam cavando em busca de corpos que ainda estão soterrados sob os escombros dos edifícios que desabaram na região mais afetada.

Acampamentos improvisados que, por muitas vezes, não têm água ou banheiros já reúnem ao menos 20.857 pessoas.

Segundo o comunicado divulgado por Jorge Rodríguez, o número de feridos permanece em 16.700. O presidente da Assembleia Nacional informou, durante o fim de semana, que a maioria dos feridos já recebeu alta médica.

Enquanto as autoridades venezuelanas relutam em falar sobre desaparecidos, a Organização das Nações Unidas (ONU) apontou que este número pode chegar a 50.000. O terremoto duplo é considerado um dos piores a atingir a América Latina.

No total, os abalos afetaram mais de 800 estruturas, das quais 190 já ruíram.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone com a chefe de Estado da Venezuela, Delcy Rodríguez na última sexta-feira (10/7).

Segundo o Planalto, a líder venezuela agradeceu Lula pela ajuda humanitária enviada ao país pelo governo brasileiro.

Desde a divulgação das primeiras vítimas fatais, o Brasil realizou o envio de vacinas, insumos médicos e profissionais das áreas de medicina, segurança e telecomunicações à Venezuela.

Até o momento, conforme o Governo Federal, foram encaminhadas 12 toneladas de medicamentos e recursos estratégicos, como antibióticos, analgésicos, seringas, luvas e máscara.

Fonte: correiobraziliense

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