Estados Unidos e Irã prosseguiram com os ataques nesta quinta-feira (16) e não há sinais de trégua para o conflito no Oriente Médio, após uma semana de retomada dos bombardeios.
O Exército americano concluiu na quarta-feira "uma série de ataques noturnos contra o Irã", informou um comunicado militar, que citou ações contra alvos militares na cidade portuária de Bandar Abbas, no sul, para "reduzir a capacidade do Irã de ameaçar marinheiros inocentes" no Estreito de Ormuz.
Uma primeira série de ataques foi lançada durante a manhã, quando as forças americanas atingiram "locais de defesa costeira na ilha de Grande Tumb", segundo o Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom).
Do lado iraniano, o sistema de defesa aérea foi acionado nesta quinta-feira na capital, Teerã, e explosões foram ouvidas no norte e no oeste do país, informou a imprensa estatal.
Na quarta-feira, a cidade portuária de Bushehr, no sul, onde fica a única usina nuclear iraniana, foi novamente atingida por mísseis, assim como as imediações de Iranshahr. Sete militares morreram, segundo o Exército iraniano, que contabilizou 13 disparos de mísseis americanos.
Explosões também foram ouvidas nas cidades de Bandar Abbas, Rask e na ilha de Qeshm, informou a imprensa estatal iraniana. De acordo com a mesma fonte, um hospital em Ahvaz (sudoeste) foi evacuado após os ataques americanos na região e os pacientes foram transferidos para outros centros médicos.
Os confrontos foram retomados em 7 de julho após uma série de ataques contra navios no Golfo, atribuídos ao Irã, depois de uma trégua alcançada entre os dois países em abril.
Até o momento, os bombardeios não atingiram as instalações de petróleo e gás no Golfo. Porém, desmantelaram o protocolo de acordo assinado em junho para acabar com as hostilidades.
Apesar da tensão, o presidente americano Donald Trump saudou o "gesto de boa vontade" de Teerã ao anunciar a libertação de um cidadão americano detido, segundo ele, desde 2024 no Irã.
Por sua vez, o Exército iraniano anunciou nesta quinta-feira que lançou ataques com drones contra bases americanas no Kuwait e no Bahrein, segundo a televisão estatal.
Entre os alvos estavam "sistemas de radares e um sistema Patriot de defesa aérea na base aérea Ali Al Salem", no Kuwait, assim como instalações militares americanas na base aérea Sheikh Isa, no Bahrein, segundo a emissora IRIB.
O Exército da Jordânia afirmou nesta quinta-feira que interceptou oito mísseis lançados pelo Irã contra seu território.
A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, anunciou um ataque contra uma base americana na Jordânia. Também foram relatados ataques iranianos contra o Curdistão iraquiano.
A República Islâmica prometeu que o Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o trânsito de petróleo, permanecerá fechado até o fim das "agressões" americanas.
Como parte do bloqueio americano aos portos iranianos, um avião militar dos Estados Unidos atirou contra um petroleiro vazio que tentava romper a medida. O navio, identificado como o M/T Belma, com bandeira de Curaçao, foi "neutralizado", segundo as forças americanas.
Com o bloqueio dos portos iranianos, Trump busca pressionar Teerã, que pretende controlar o estreito e só autoriza a navegação por um corredor ao longo de suas costas.
Mais de 30 civis morreram desde a retomada dos confrontos, segundo o governo iraniano.
Também nesta quinta-feira, o Estado-Maior iraniano advertiu que destruirá infraestruturas na região do Golfo se os Estados Unidos cumprirem a ameaça do presidente Donald Trump de atacar as centrais de energia da República Islâmica.
O presidente americano declarou na terça-feira que atacaria as usinas elétricas e as pontes do Irã na próxima semana se as autoridades iranianas não retomarem as negociações.
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