30 de Julho de 2026

Ibovespa cai 1,5% com ações de bancos liderando perdas do dia


O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa/B3) fechou o dia em queda de 1,52%, nesta quarta-feira (29/7), aos 173.885 pontos. A queda expressiva no principal componente da bolsa brasileira é um resultado direto de um dia “amargo” para o mercado financeiro, sobretudo em razão do aumento das tensões no Oriente Médio, que fizeram o preço do barril de petróleo disparar nas principais cotações internacionais.

O principal índice da B3 já amanheceu em patamar negativo, em razão da incerteza sobre a reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que mais tarde manteve os juros nos Estados Unidos em 3,5% a 3,75%. A decisão do Federal Reserve (Fed) – o banco central dos EUA – também causou impacto direto na cotação do dólar, que fechou o dia em baixa de 0,27%, a R$ 5,10.

Para o economista-chefe da Bluemetrix Asset, Renan Silva, o mercado foi fortemente influenciado pela decisão do Fed e foi surpreendido pela divergência de três diretores do Fomc, que votaram por uma alta de 0,25%. “O que surpreendeu o mercado foi o tamanho da divergência no comitê liderado por (Kevin) Warsh. Três dirigentes votaram por uma alta (dos juros), evidenciando um tom mais duro devido às pressões inflacionárias ligadas ao choque de energia”, avalia.

No restante do dia, a bolsa seguiu em patamar negativo. Em entrevista à rede norte-americana Fox News, o presidente Donald Trump endureceu o tom contra o Irã após o regime de Teerã atacar militares dos EUA na Jordânia. O republicano prometeu “dar uma surra” no governo inimigo e a notícia impactou, inclusive, as cotações de petróleo durante o dia.

Os contratos de setembro do barril Brent – principal cotação no exterior – encerrou o dia em alta de 7,9%, a US$ 90,74, enquanto que o West Texas Intermediate (WTI) para o mesmo mês subiu 6,56%, a US$ 84,46 o barril. Com isso, as ações da Petrobras (PETR3;PETR4) foram umas das poucas que se salvaram da “maré vermelha” do Ibovespa nesta quarta e fecharam o dia com altas de 2,3% e 1,9%, respectivamente.

Ainda no mercado acionário, os papeis do banco Santander (SANB11) derreteram na Bolsa de São Paulo, após a empresa divulgar o balanço do segundo trimestre, que veio abaixo do esperado. O lucro da instituição financeira apresentou uma queda de 17% em relação ao período anterior e o valor para provisão de devedores duvidosos atingiu o patamar de US$ 7,6 bilhões, o que repercutiu negativamente no mercado. As ações do banco fecharam em baixa de 7,37%.

O economista Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos do Grupo Axia Investing, acredita que o resultado do Santander tende a gerar um “efeito cascata” em outros bancos, que também fecharam no vermelho. Instituições como Banco do Brasil, Itaú e Bradesco divulgam os balanços do segundo trimestre já na próxima semana.

“Vamos verificar isso a partir da semana que vem com o resultado trimestral dos outros bancos. Mas hoje contaminou todo o setor bancário. O Banco do Brasil caiu, Bradesco, Itaú e o próprio Santander. E o IFNC (Índice Financeiro) bateu 2,32% de queda. É uma queda bem considerável para um setor robusto na nossa bolsa”, destaca Sant’Anna.

Fonte: correiobraziliense

Participe do nosso grupo no whatsapp clicando nesse link

Participe do nosso canal no telegram clicando nesse link

Assine nossa newsletter

Utilizamos cookies próprios e de terceiros para o correto funcionamento e visualização do site pelo utilizador, bem como para a recolha de estatísticas sobre a sua utilização.