
O PT adora posar de partido dos pobres, mas a verdade é que virou uma esquerda com carpete felpudo e vinho chileno na taça. Uma esquerda que fala grosso com o capital em público e sussurra no camarim das empreiteiras. Gente que diz “companheiro” sem nunca ter pego um ônibus lotado às seis da manhã. São os herdeiros do discurso, mas não da prática. Da boca pra fora, a revolução; da porta pra dentro, privilégio e ar-condicionado.
É uma elite disfarçada de proletária, que se acha intelectualmente superior, mas que não consegue mais conversar com o povo — porque, no fundo, tem nojo da simplicidade. Acham que estão educando o país quando estão, na verdade, vomitando arrogância em rede nacional. Falta escuta, falta chão. Falta aquele desconforto necessário de quem se compromete de verdade com a mudança e não só com a pose. Fingem defender o povo, mas se incomodam com o cheiro dele.
Eles pregam o que não vivem, e isso fede. Fede a falsidade com verniz acadêmico. O PT perdeu a mão porque perdeu o pé — o pé na lama, na rua, no mercado, na vida real. Trocaram o povo pela própria narrativa. E, no fim das contas, o que sobrou foi um partido que vive entre a corrupção e a fome de impostos, cobrando caro de quem já não tem mais troco, nem esperança, nem paciência pra essa encenação.
Fonte: plenonews
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