
Existe coisa mais bizarra do que ver a esquerda se contorcendo para defender o Irã em meio à guerra com Israel? Justo eles, que vivem com a bandeira dos direitos humanos na mão, agora aplaudem um regime que prende, tortura, executa e esmaga qualquer dissidência.
Só nesta última ofensiva, mais de 220 pessoas foram presas no Irã sob a acusação de “colaborar” com Israel. A internet foi cortada, presos políticos foram levados para lugares desconhecidos, e o parlamento iraniano quer acelerar as execuções. Mas a esquerda do Ocidente segue em silêncio e, pior, dizendo que Israel é o verdadeiro vilão.
E quanto aos gays? Tel Aviv tem uma das maiores e mais vibrantes comunidades LGBT do mundo. No Irã, ser gay pode levar à forca. Aliás, não precisa ser gay: basta discordar do regime para correr risco de morte. Mas, segundo a narrativa dos “defensores dos direitos humanos”, Israel é o problema, e não o regime dos aiatolás que sonha em desenvolver armas nucleares.
O mais triste é lembrar que o Irã já foi diferente. Antes da revolução de 1979, as mulheres andavam livremente nas ruas, estudavam nas universidades, trabalhavam, escolhiam suas roupas. Era uma sociedade que flertava com a modernidade, com a liberdade. Até que os fanáticos tomaram o poder e transformaram o país em uma prisão a céu aberto.
O governo israelense já destruiu parte relevante da infraestrutura nuclear iraniana nessa ofensiva. E ainda incentivou a população iraniana a se rebelar contra seus opressores. Mas, para boa parte da esquerda mundial, defender a liberdade de um povo não é prioridade. A prioridade é sempre atacar Israel, custe o que custar.
A real é simples: não é sobre direitos humanos. Nunca foi. É sobre ideologia. E quando a ideologia grita mais alto, até um regime teocrático, misógino, homofóbico e assassino vira aliado.
Mas um dia, quem sabe, o povo iraniano volte a respirar liberdade. Porque, por mais que os tiranos gritem, nenhuma ditadura dura para sempre.
Fonte: plenonews
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