09 de Março de 2026

‘Zelensky tenta escapar com vida de situação terminal na Ucrânia’, diz especialista


Ao menos três pessoas ficaram feridas após um foguete da Rússia atingir um prédio residencial em Kiev na manhã desta sexta-feira, 25. A informação foi dada pelo prefeito da cidade ucraniana. Uma das pessoas teria ficado em estado crítico. Ambulâncias levaram as pessoas aos hospital e todos os serviços de emergência seguem trabalhando no local, uma vez que o prédio está pegando fogo e há ameaça de destruição. Na própria cidade capital do país, Kiev, está o presidente do país, Volodymyr Zelensky, e sua família. Autoridades dizem que um dos objetivos de Putin seria matar o presidente ucraniano, que pede socorro a países do Ocidente diante dos ataques incessantes dos russos ao país. O mandatário da Ucrânia também informou que 137 pessoas morreram e outras 316 ficaram feridas no primeiro dias de combate.

Em entrevista à Jovem Pan, Alberto Pfeifer, ex-coordenador geral do Grupo de Análise da Conjuntura Internacional (GACInt) da Universidade de São Paulo, falou sobre a tentativa recente de Zelensky em negociar com Putin, dizendo que a conversa não tem caráter diplomático, mas sim humanitário, uma vez que o ucraniano tenta escapar com vida da situação. “Não há um caráter diplomático. Há um caráter quase que diplomático no pedido do presidente da Ucrânia para escapar do país, porque o objetivo do Putin é a mudança do regime, a retirada do presidente, que tinha propensões pró-Ocidente. Não só ele, mas toda a equipe do governo e uma série de cidadãos ucranianos estão em uma lista do governo russo para serem presos, julgados e provavelmente condenados pelos atos que são ofensivos à Rússia. Neste momento, o presidente da Ucrânia tenta escapar com vida de uma situação, para ele, terminal”, explicou Pfeifer.

Em outro ponto da entrevista, o especialista foi questionado sobre projeções para o futuro da Ucrânia e nem chegou a mencionar uma possível anexação ao território russo, afirmando que é mais provável que o país siga como uma República independente, mas com um governo fantoche de Moscou. ” Mantém-se uma república da Ucrânia com um governo fantoche que segue as diretivas de Moscou. E com isso assegura o caráter de ‘Estado tampão’ entre a Otan e a Rússia”, esclareceu Pfeifer.  Com isso, a Polônia seria o país da Otan mais próximo da Rússia. Por fim, o especialista também afirmou achar improvável que Putin tente anexar outros territórios, uma vez que o custo benefício não seria vantajoso. “O cálculo do Putin é assegurar que a Ucrânia permaneça sob a esfera de influência de Moscou pelas razões da segurança territorial russa, justificando isso numa base histórica discutida de que a Ucrânia é um Estado ivnentado pela União Soviética. […] O cálculo para uma expansão além da Ucrânia é um cálculo que já impõe riscos maiores e talvez benefícios melhores. Não creio que haja uma expansão para além da fronteira ucraniana”, concluiu o especialista.


Fonte: jovempan

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