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Governo francês anuncia proibição de protestos considerados ilegítimos

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira (22) a proibição, nos próximos dias, de ações de protesto avaliadas como “ilegítimas”.

Agência Brasil2 min de leitura
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Capa do Social Marília — a licença de Agência Brasil (EBC) autoriza o texto, não a fotografia.

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira (22) a proibição, nos próximos dias, de ações de protesto avaliadas como “ilegítimas”. O anúncio foi feito após reunião com representantes dos serviços de informações e ministros.

Para as manifestações organizadas por estruturas como os sindicatos vão ser definidos trajetos alternativos. O objetivo, segundo o governo, é proteger os estabelecimentos comerciais.

Em breve declaração, à qual dedicou pouco de mais de três minutos, o chefe de Estado francês citou grupos de extrema-esquerda “sediciosos” (indivíduos que incitam atos de rebelião), que as autoridades acreditam estar na base dos desacatos, roubos e furtos ocorridos no último sábado (17) em diferentes cidades do país.

Macron classificou os grupos de “ultraesquerda de extrema periculosidade”, acusando-os de pretender “derrubar a República”.

A menos de 48 horas de nova mobilização na França, o governo procura atenuar a pressão acentuada pelo cenário de confrontos urbanos de 17 de outubro. “Firmeza” é a palavra mais ouvida nos corredores do poder em Paris.

Nos últimos dias, o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, apelou aos partidos para que escolham “entre a violência e a República”, isolando nas críticas o partido de extrema-esquerda A França Insubmissa, de Jean-Luc Mélenchon. Lecornu convocou os partidos, prometendo “transparência” sobre as “dificuldades encontradas” na resposta aos acontecimentos de sábado.

Diante do balanço sobre roubos, furtos e estragos em cerca de 3 mil lojas, no último fim de semana, os comerciantes temem o que possa acontecer no sábado. “A preocupação é máxima”, resumiu Pierre Bosche, presidente da Confederação dos Comerciantes da França, em declarações à agência France-Presse.

"A mão não deve tremer" As autoridades prometem dispositivo policial em larga escala para o próximo sábado, com recurso a veículos blindados e a várias unidades de elite.

Nas palavras de Macron, “a mão não deve tremer no topo do Estado”.

O recolher obrigatório voltou a ser imposto na noite dessa quarta-feira (21) em diferentes cidades, já tendo sido detidas pelo menos 174 pessoas.

Republicado sob licença

O texto original é de terceiro e está republicado sob licença que permite reprodução com atribuição. Crédito, autoria e link para o original abaixo.

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RTP*
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Reprodução autorizada mediante citação da fonte (Agência Brasil/EBC)

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