REC'n'Play 2026 será palco de tecnologia e criatividade no Recife
Apelidado de Carnaval do Conhecimento, o evento, entre os dias 11 e 14 de novembro, prepara intensa programação gratuita nas áreas de tecnologia, empreendedorismo, cidades e economia criativa.
Apelidado de Carnaval do Conhecimento, o evento, entre os dias 11 e 14 de novembro, prepara intensa programação gratuita nas áreas de tecnologia, empreendedorismo, cidades e economia criativa. O público poderá participar de palestras, oficinas, debates, rodas de conversa, experiências interativas, atividades culturais, shows, ações de inovação, arenas temáticas, programação infantil e até oportunidades de negócios.
Sob o tema O Futuro Nasce Aqui e organizado pelo Porto Digital e pelo Sebrae Pernambuco, o evento conta com nomes como Déia Freitas, Caco Barcelos, Fabrício Carpinejar, Murilo Gun e Lenine. No ano passado, recebeu mais de 80 mil inscritos e promoveu mais de mil atividades.
O Porto Digital é distrito de inovação com mais de 25 anos, em Recife, reunindo cerca de 24 mil colaboradores distribuídos em 541 empresas, com faturamento anual de R$ 7,4 bilhões.
Uma das novidades deste ano é a ampliação da ocupação urbana, que passa a integrar a Rua da Moeda ao circuito de atividades.
A programação inclui cinema de rua, novo espaço de encontro entre cultura e inovação. Também terá nova configuação a Arena de Negócios, que conecta startups, empresas e investidores, no recém-inaugurado Núcleo de Empreendedorismo e Residência Digital (Nerd).
“Vamos fazer um palco na rua para palestras, tanto do Carpinejar quanto da Déia Freitas”, disse Lucena à Agência Brasil.
A programação é diversa e atende a diversos públicos e temas. Um dos conteúdos que estará em discussão, durante o festival, é a inteligência artificial. “Estamos trabalhando muito com a parte de inteligência artificial e os seus impactos no mercado de trabalho”, destacou Lucena.
Outro tema é a inclusão tecnológica. “Neste ano colocamos um edital na rua para que as pessoas pudessem propor oficinas e também mesas de discussão e temas. Tivemos centenas de propostas, que foram selecionadas por professores e curadores.”
O papel do Brasil Em entrevista à Agência Brasil, Lucena reforçou que um dos objetivos do festival é rediscutir o papel do país em relação à produção tecnológica e de inovação.
De acordo com dados do recente Índice Global de Inovação 2026, elaborado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO, na sigla em inglês), o país ocupa atualmente a 53ª posição em seu estágio de inovação, entre 139 países.
Segundo Lucena, o fato demonstra que o Brasil ainda tem muito a evoluir.
“O Brasil precisa se impor pelo seu tamanho, sua relevância e importância. Uma das ideias do festival é justamente essa: o país precisa discutir seu papel no mundo da tecnologia e da inovação, se quer ser fornecedor ou se quer ser consumidor. O que a gente defende é que ele seja fornecedor, principalmente, de aplicações na inteligência artificial”, disse.
“Inovação se faz com resolução de problemas e o Brasil é um celeiro de complexidade de problemas e a inteligência artificial está aí para facilitar muito a aplicação das coisas. O Brasil tem potencial enorme para isso.”
O texto original é de terceiro e está republicado sob licença que permite reprodução com atribuição. Crédito, autoria e link para o original abaixo.
- Fonte:
- Agência Brasil (EBC)
- Autoria original:
- Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil
- Licença:
- Reprodução autorizada mediante citação da fonte (Agência Brasil/EBC)
