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Pnuma: emissões precisam cair 18% até 2030 para limitar aquecimento

Ainda é possível limitar o aquecimento global entre 1,7 graus Celsius (°C) e 1,8°C e retornar ao limite de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais até 2100, se as emissões globais de gases de efeito estufa (GEE) forem reduzidas em 18% até 2030; em 45% até 2035 e em 69% até 2040, na comparação com os níveis de 2025.

Agência Brasil3 min de leitura
Pnuma: emissões precisam cair 18% até 2030 para limitar aquecimentoGERALSOCIAL MARÍLIA
Capa do Social Marília — a licença de Agência Brasil (EBC) autoriza o texto, não a fotografia.

Ainda é possível limitar o aquecimento global entre 1,7 graus Celsius (°C) e 1,8°C e retornar ao limite de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais até 2100, se as emissões globais de gases de efeito estufa (GEE) forem reduzidas em 18% até 2030; em 45% até 2035 e em 69% até 2040, na comparação com os níveis de 2025.

Na prática, é necessário um esforço global capaz de alcançar uma redução média de 5,7% ao ano, de 2025 até 2035.

A projeção está no novo Relatório sobre a Lacuna de Emissões 2026: O Ponto de Retorno, lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

O documento aponta a necessidade de esforços muito acima dos compromissos assumidos nas novas gerações de Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), mas também traz evidências de que retornar a um limite de aquecimento global de 1,5°C ou menos é possível.

"Ultrapassar a meta não significa desistir. Ainda podemos mantê-la o mais pequena e curta possível – e trazer as temperaturas de volta para menos de 1,5 graus até o final do século", avalia o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

A necessidade de manter o aquecimento global controlado foi evidenciado no estudo anterior Limitar a Ultrapassagem – Lidar com a Ultrapassagem de 1,5 °C e Caminhos para o Retorno, que mostrou os efeitos no planeta do pico de aquecimento e a subsequente queda de temperatura.

Quanto maior a temperatura e mais longa a duração, maiores são os impactos como:

aumento do nível do mar, colapso de ecossistemas como os recifes de coral, ondas de calor e incêndios florestais, e alterações profundas na criosfera, que inclui calotas polares, gelo marinho, geleiras, solo congelado e neve. Com a trajetória atual mantida, o aquecimento global poderá atingir 2,8°C neste século. Caso as NDCs sejam plenamente cumpridas e a restauração de biomas seja capaz de neutralizar as emissões globais até 2050, ainda assim, o aquecimento global chegaria a 2,1°C neste século.

Um exemplo do que poderá ocorrer como consequência desse aquecimento é o derretimento de um quarto das geleiras do planeta, com a elevação do nível do mar em até 12,5 centímetros (cm).

Na prática, isso afetaria de forma permanente a disponibilidade de água potável em várias localidades do mundo.

Políticas que funcionam Para cessar essa trajetória, o relatório de emissões traz a análise de mais de 220 avaliações de políticas adotadas pelo mundo e os resultados apontam números positivos, apesar da concentração dessas iniciativas em poucos países, setores e por períodos específicos.

De acordo com o estudo, as políticas no setor elétrico foram capazes de reduzir as emissões em uma média de 9%. Já instrumentos econômicos, como impostos sobre carbono e comércio de captação, foram capazes de diminuir as emissões entre 5% e 13%.

A diretora executiva do Pnuma, Inger Andersen, os casos de sucesso são muitos, variados e demonstram que as emissões podem ser reduzidas rapidamente.

Republicado sob licença

O texto original é de terceiro e está republicado sob licença que permite reprodução com atribuição. Crédito, autoria e link para o original abaixo.

Autoria original:
Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil
Licença:
Reprodução autorizada mediante citação da fonte (Agência Brasil/EBC)

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